Plantas medicinais e educação

Páginas: 15 (3639 palavras) Publicado: 24 de setembro de 2011
Plantas Medicinais e Educação

I – Introdução
Um país com a biodiversidade, extensão territorial, diferenças culturais e enormes falhas na distribuição de renda como o Brasil, desperdiça, além das florestas, um laboratório vivo, pois junto com suas madeiras, vão-se a fauna e a flora ainda desconhecidas na sua totalidade. Resgatar tradições culturais e formas de cura herdadas das três raízesétnicas formadoras do nosso povo poderia trazer, além do orgulho pela riqueza desse ecossistema, alternativas menos onerosas de medicamentos.
Nosso trabalho objetiva mostrar o quão desconhecido e rico é o celeiro brasileiro e, como não existe neutralidade em pesquisa, lembrar que a fase da Medicina, dita alternativa, pode ser também uma alternativa para a pesquisa científica, uma vez que váriospaíses enviam – por vezes secretamente – seus cientistas ao “quintal” brasileiro, patenteando princípios ativos do qual nunca ouvimos falar.

II – Definição
O país com mais longa e initerrupta tradição nas ervas é a China. O Imperador Amarelo, Huang Ti, formalizou a Teoria Médica no Nei Ching. No século VII, o governo da dinastia Tang imprimiu e distribuiu pela China uma Revisão do Cânone de Ervas.Em 1578, Li Shizhen completou seu "Compêndio de Matéria Médica", onde listou 1800 substâncias medicinais e 11.000 receitas de compostos.
Já no Oriente Médio, placas de barro de 3.000 AC registram importações de ervas para a Babilônia (trocas com a China de ginseng aconteceram por volta de 2.000 AC). A Farmacopéia babilônia abrangia 1400 plantas. O historiador grego Heródoto mencionou que muitosbabilônios eram médicos amadores, os doentes deitavam na rua e pediam conselhos a quem passava.
O primeiro médico egípcio conhecido foi Imhotep (2980 a 2900 A.C.). Foi o sacerdote que desenhou uma das primeiras pirâmides. Grande curandeiro, foi deificado, e utilizava ervas medicinais em seus preparados mágicos. Os Papiros de Ebers do Egito foram um dos herbários mais antigos que se têmconhecimento, datando de 1550 A.C., e ainda está em exibição no Museu de Leipzig (são 125 plantas e 811 receitas). É nítida a influência da astrologia integrada na medicina egípcia.
Na mesma época, médicos indianos desenvolviam avançadas técnicas cirúrgicas e de diagnóstico, e usavam centenas de ervas nos seus tratamentos. Segundo os hindus "as ervas eram as filhas prediletas dos deuses".
No século XIIIAC um curandeiro chamado Asclépio, grande conhecedor de ervas, concebeu um sistema de cura (também chamado Esculápio de Cós, era filho do deus Apolo e da ninfa Corônis), fundando o primeiro spa de que se tem conhecimento, em Epidauro, com tratamentos baseados em banhos, jejum, chás, uso terapêutico de música, teatro e jogos. Os templos de cura pipocaram em toda Grécia e Asclépio foi deificadoseiscentos anos depois. Tales de Mileto e Pitágoras compilaram essas receitas. Os gregos adquiriram seus conhecimentos de ervas na Índia, Babilônia, Egito e até na China.
Na fase da “Idade das Trevas”, a Pérsia tornou-se o centro de perfeição da época, com os médicos gregos sendo traduzidos para o árabe. Na Europa os progressos foram dificultados pela Igreja, que não via com bons olhos a aprendizagemcientífica, e encaravam a doença como um castigo; a medicina das plantas restringiu-se aos monges nos mosteiros e a algumas mulheres de aldeias remotas.
O século XV, fase renascentista, traz a era dourada para as ervas a partir da observação dos resultados dos remédios à base de ervas. Nesse ambiente racional as mulheres foram proibidas de estudar e os curandeiros não profissionais eram heregesNa Idade Industrial e Moderna, a ciência buscou o desenvolvimento de medicamentos a partir de ervas, sintetizando partes das plantas e concentrando dosagens.
A utilização de ervas decai um pouco no início do séc. XX, mas com os efeitos secundários das drogas artificiais – somando-se a isso o surgimento da ecologia em meados do século – já se incentiva uma volta ao natural, fazendo com que...
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