Pistas visuais no tratamento da doença de parkinson

Páginas: 8 (1772 palavras) Publicado: 30 de setembro de 2014



INTRODUÇÃO

A Doença de Parkinson (DP) foi descrita pela primeira vez por James Parkinson, em 1817, e se caracteriza classicamente por quatro sinais: tremor de repouso, rigidez, bradicinesia e instabilidade postural, causados pela diminuição na produção da dopamina, na substância negra do mesencéfalo. Após sua primeira descrição, muitos consideraram sua etiopatogenia obscura, sendo,portanto, considerada uma doença idiopática. Sua prevalência aumenta com o avançar da idade, chegando às proporções de 2,6% da população acima de 85 anos. O tratamento sofreu uma revolução nos anos 60, com a introdução do fármaco Levodopa, um precursor da dopamina. Com o passar dos anos, descobriu-se que o tratamento medicamentoso surtia efeito apenas nos primeiros anos da doença e que, com aprogressão da mesma, iniciavam-se alguns efeitos deletérios, com piora do quadro motor. Começava então, a procura por tratamentos alternativos, como as intervenções cirúrgicas e novas técnicas fisioterápicas.
Em 1967, Martin e cols. foram os primeiros a utilizar pistas visuais como coadjuvantes no tratamento da bradicinesia da marcha do paciente parkinsoniano. Em seus estudos, concluiu-se quelinhas transversas, paralelas entre si, de coloração contrastante com o solo e com a distância de um passo entre elas, seriam eficazes como pistas visuais, facilitando a marcha do paciente com DP.
O objetivo deste trabalho é resumir as evidências de outros estudos que utilizaram as pistas visuais no tratamento da marcha do paciente com DP, suas hipóteses e conclusões.
Palavras –chave: Doença de Parkinson/ Parkinson disease; pistas visuais/ visual cues/cueing; marcha/ gait.

1. Materiais e métodos

Esta revisão bibliográfica é um estudo retrospectivo realizado com artigos científicos, escritos entre 1996 e 2007, que apresentassem palavras-chaves relacionadas ao tema em questão. Foi utilizada como base de dados a Medline/Pubmed, a Scielo, e a Science Direct eGoogle schoolar, através da Internet. Como resultado do levantamento, foram encontrados dezoito artigos, dezesseis em inglês, dois em português, dentre eles, duas revisões bibliográficas. Todos foram lidos, traduzidos, e suas idéias principais comparadas para melhor sintetizar o trabalho. Observou-se durante a leitura dos artigos que alguns relataram estudos com mais de um tipo de pista, além dasvisuais (auditivas e sensoriais), no entanto, focamos nossa pesquisa apenas nos resultados das pistas visuais, objetivando um tema específico.

2. Discussão dos resultados

Em 1967, Martin e cols. foram os primeiros a utilizar pistas visuais como coadjuvantes no tratamento da bradicinesia da marcha do paciente parkinsoniano. Em seus estudos, concluiu-se que linhas transversas, paralelas entresi, de coloração contrastante com o solo e com a distância de um passo entre elas, seriam eficazes como pistas visuais, facilitando a marcha do paciente com DP. Muitos outros estudiosos basearam suas pesquisas a partir desses dados, utilizando-se de marcadores visuais no chão, com as mesmas características.
Além dessas, outros tipos de pistas, marcadores luminosos, ou flashes de luz quese apresentavam, num padrão rítmico, também foram incorporados a alguns estudos.

Em 1996, Morris e cols. concluíram através de seus estudos que a lentidão da marcha parkinsoniana se deve à inabilidade de se gerar um comprimento de passo adequado, porém, o controle da cadência (passos/min) permanece intacto nesses pacientes e que existiria um mecanismo compensatório para mantê-la. Expõem-seduas hipóteses para essa incapacidade: uma deficiência na produção das pistas internas; ou uma contribuição inadequada dos núcleos da base ao ajuste cortical motor. Utilizando-se de pistas visuais e ensinando estratégias de atenção aos pacientes com DP, observou-se que ambas técnicas conseguem melhorar os parâmetros de marcha, próximo até dos valores normais de pacientes saudáveis, porém, quando...
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