Perfil epidemiológico afogamento

Páginas: 29 (7036 palavras) Publicado: 8 de novembro de 2012
Afogamento - Perfil epidemiológico no Brasil - Ano 2012
Elaborado pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – Sobrasa Autor: Dr David Szpilman (*)
“Deus criou o mundo, a VIDA, e dela surgiu o ser humano, Os anjos foram enviados por Deus para nos guardar, O primeiro anjo a entrar no mar chamou-se GUARDA-VIDAS” (David Szpilman 1999)
(*) Médico, especialista em afogamento e terapiaintensiva; Chefe da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Miguel Couto; Médico da Reserva do Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro onde foi chefe do centro de recuperação de afogados por 12 anos; Membro do Conselho Médico da Federação Internacional de Salvamento Aquático; Sócio Fundador, Ex-Presidente e atual Diretor Médico da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático – SOBRASA;Membro da Câmara Técnica de Medicina Desportiva do CREMERJ. Revisor da revista “Resuscitation”. Guarda-vidas formado pelo serviço de San Diego, Califórnia; Autor de 3 livros, 65 capítulos de livros e 162 artigos médicos nacionais e internacionais sobre afogamento. Palestrante convidado, a 390 palestras no Brasil, e 21 no exterior. Endereço correspondência: Av. das Américas 3555, Bloco 2, sala 302.Barra da Tijuca - RJ - Brazil 22631-004, 055 21 99983951 Phone/Fax 055 21 33262378 or 24307168 david@szpilman.com www.szpilman.com Referencia sugerida: David Szpilman. Afogamento - Perfil epidemiológico no Brasil - Ano 2012. Publicado on-line em www.sobrasa.org, Fevereiro de 2012(&). (&) Trabalho elaborado com base nos dados do Sistema de Informação em Mortalidade (SIM) tabulados no Tabwin -Ministério da Saúde - DATASUS - 2012. Acesso on-line http://www2.datasus.gov.br/DATASUS/index.php Fevereiro de 2012 (2009, é o ultimo ano disponível no banco de dados)

Em 2009, o afogamento foi, A 2ª causa geral de óbito entre 1 e 9 anos, a 3ª causa nas faixas de 10 a 19 anos, a 4ª na faixa de 20 a 24, a 6ª entre 25 e 29 anos, e 7.152 brasileiros (3.7/100.000 hab) morreram afogados.
INTRODUÇÃO Otrauma diferentemente de outras doenças ocorre inesperadamente na grande maioria das vezes, o que gera invariavelmente uma situação caótica dentro do âmbito familiar. Dentre os diferentes tipos de traumas, o de maior impacto é sem dúvida o “Afogamento”. Situações de catástrofe familiar podem ser observadas quando famílias inteiras se afogam juntos, por desconhecimento, ou pela tentativa infrutíferade salvar uns aos outros.1 A perda que ocorre por afogamento é sempre de forma inesperada provocando um desastre emocional familiar sem precedentes – “filhos nunca deveriam morrer antes dos pais”. Afogamento no Mundo O afogamento é uma das doenças de maior impacto na saúde e na economia do mundo. De acordo com a OMS, 0,7% de todos os óbitos no mundo ocorrem por afogamento não intencional2,perfazendo mais de 500.000 (8.5 óbitos/100.000 hab) óbitos anuais passiveis de prevenção.3 Entretanto o número exato é desconhecido em razão de casos não notificados, sem confirmação de óbito4. A incidência predomina em regiões e países de baixo poder aquisitivo e renda per-capita. Como o Código Internacional de Doenças (CID 10) é ainda inadequadamente preenchido5 e possui falhas na identificaçãocorreta do

problema, estes números são ainda subestimados, mesmo em países desenvolvidos.6,7 Afogamentos por enchentes e Tsunamis não são muitas vezes contabilizados como afogamento.1 A tabela 1 mostra os últimos números de óbitos mundiais em afogamento. Observe que estes dados são extraídos de atestados de óbitos, e, portanto refletem somente países que reportam seus dados e não a verdadeirarealidade do que ocorre. Boa parte onde a ocorrência é maior, como China, Ásia e paises Africanos não estão presentes. A OMS estima 129.000 mortes anuais por afogamento na China e 86.000 na Índia.2 No Sul da Ásia o afogamento é a causa mais freqüente, dentre os traumas, de morte na infância, mesmo quando comparada ao acidente de transporte. Na Tailândia o índice de morte por afogamento na faixa de 2...
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