Percepção dos trabalhadores que freqüentam o cerest acerca da sua operacionalização

Páginas: 26 (6469 palavras) Publicado: 29 de setembro de 2012
1. INTRODUÇÃO

A Saúde enquanto patrimônio do trabalhador é condição essencial e fundamental para o convívio social, indissociável do trabalho, ferramenta primeira no desenvolvimento das relações de produção. A força de trabalho humana, poder criativo e transformador vem ao longo dos séculos, escrevendo capítulos de lutas e mudanças na história da humanidade e, nas complexas relações com o modode produção vigente.
A Saúde do Trabalhador traz a particularidade de ser uma área que institui práticas transformadoras, que perseguem a integralidade da atenção à saúde buscando a superação da dicotomia existente entre assistência individual e coletiva, entre a vigilância epidemiológica e a vigilância sanitária, entre ações preventivas e curativas. Além disso, traz em sua trajetória a busca daparticipação e do controle social por parte dos trabalhadores e suas organizações. Na realidade, é uma área que se instaura desde o inicio a partir da mobilização e luta dos trabalhadores pela saúde no trabalho (AYRES, 2002).
As novas tecnologias e seus impactos no trabalho humano têm sido abordados sob vários ângulos, variando conforme as áreas do conhecimento e a natureza da problemáticaanalisada. A inadequação dos postos de trabalho, à população de trabalhadores, constitui um problema social importante com reflexos nas questões de requalificação, saúde e produtividade. Para Wisner (1987), um grande número de pessoas encontram-se rejeitadas pelo sistema produtivo ou situadas à sua margem em decorrência da reestruturação produtiva, que exige um novo perfil do trabalhador.
Os impactosdas inovações tecnológicas sobre o modo de produção recai tanto nas relações de troca, quanto nas relações de produção propriamente dita. Segundo Machado (1994), tais inovações alteram as formas de cooperação influindo diretamente na atividade humana, na matéria prima que se aplica o trabalho e nos meios e instrumentos utilizados.
Nesta perspectiva, o avanço gradual, quantitativo e qualitativo dainstitucionalização das práticas de Saúde do Trabalhador, no setor saúde no Brasil, tem refletido na consolidação da área como objetivo indiscutível da saúde pública. E, sendo assim, representa como objeto das políticas direcionadas, em todos os níveis do Sistema Único de Saúde (SUS), para a prevenção dos agravos à saúde da população trabalhadora.
Dentro do SUS, a área de saúde do trabalhadoremerge como mais um desafio, no sentido de se promoverem os meios necessários para atender com superioridade o que, a partir de 1988, com a Constituição Federal, passou a ser atribuição das Secretarias de Saúde de estados e municípios: a Vigilância em Saúde do Trabalhador. Dessa forma, a vigilância em saúde do trabalhador calça-se no modelo epidemiológico de pesquisa dos agravos, nos diversosníveis da relação entre trabalho e a saúde, agregando ao universo da avaliação e análise a capacidade imediata sobre fatores determinantes à saúde.
De acordo com Brasil (1999), a Vigilância em Saúde do Trabalhador compreende uma atuação contínua e sistemática, ao longo do tempo, no sentido de detectar, conhecer, pesquisar e analisar os fatores determinantes e condicionantes dos agravos à saúderelacionados aos processos e ambientes de trabalho, em seus aspectos tecnológicos, social, organizacional e epidemiológico, com a finalidade de planejar, executar e avaliar intervenções sobre esses aspectos, de forma a elimina-los ou controla-los.
Visando o emprego da vigilância em saúde do trabalhador e considerando a necessidade de articular, no âmbito do SUS, ações de prevenção, promoção e recuperaçãoda saúde dos trabalhadores em seu contexto geral, independente de seu vínculo empregatício e tipo de inserção no mercado de trabalho e considerando que a atenção integral à saúde do trabalhador, com suas especificidades, deve ser objeto de todos os serviços de saúde, consoante com os princípios do SUS, diante disso foi criado, segundo Brasil (2002), a Portaria nº 1.679/2002, que institui a...
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