Parto Um ato sozial

Páginas: 5 (1106 palavras) Publicado: 20 de maio de 2014
Resenha “O Parto: um acto social”

No texto “Parto – Um acto social”, Sheila Kitzinger aborda uma visão amplamente cultural sobre o parto ao redor do mundo. Visão esta que retrata as fases da gravidez, o parto e o puerpério, detalhando rituais e crenças individuais de determinadas sociedades, deixando claro que o parto não é apenas um ato biológico, mas (principalmente) um ato social. Istoporque “o parto afeta a relação não só entre marido e mulher, mas entre todos os membros do clã e os grupos de descendência que ambos se inserem. Também é social porque define a identidade da mulher de uma nova forma: agora ela é mãe.”
No que diz respeito a instinto, cultura e sociedade, Sheila especifica que a gravidez é um rito de passagem muito importante na vida das mulheres e, em muitassociedades, uma moça só se torna mulher, de fato, quando dá à luz a uma criança. Em outras, o casamento é consumado somente após o nascimento do primeiro filho. Além disso, a autora ainda cita o que é de conhecimento de muitos: “quanto mais o parto for controlado por obstetras, shamans ou feiticeiros, maior será a probabilidade de que o comportamento da mãe seja afetado por fatores externos e sociais enão por fatores internos provenientes de seu próprio corpo.” Devemos concordar com isto, porque, de fato, quanto mais intervenções de terceiros no parto, menos “ligada” ao mesmo a mulher se sentirá, fazendo com que o parto agregue maior valor cultural e social do que valor instintivo.
Embora a mulher seja capaz de parir sozinha, o parto é definido pela carga cultural que a gestante e sua famíliacarregam, reflete seus valores e varia muito de acordo com a sociedade em que vivem. Sendo assim, o parto quase nunca é casual, ao invés disso, é cheio de rituais, costumes, proibições e preconceitos.
Existem vários modos de a mulher se preparar para o parto e muitas sociedades oferecem um tipo de curso com a intenção de tornar a mulher forte o suficiente para dar à luz, e ainda existe uma crençaque diz que a natureza seleciona as mulheres saudáveis e fortes para serem mães.
Ao analisar o texto de Kitzinger, é possível encontrar várias suposições no que se diz respeito à hora do parto. É muito comum se deparar com algumas fantasias relativas ao corpo da mãe, principalmente em sociedades camponesas, onde crê-se que o bebê pode sufocar a mãe, subindo para o seu peito, e para evitar essetipo de acontecimento, deve-se massagear a barriga (ou costas) da gestante para que, assim, o bebê seja forçado a descer. Isto porque há uma ideia de que exista um tubo que inicia-se na parte interna da boca da mulher e segue por um caminho também interno, de modo com que o mesmo vá até o útero. Na Jamaica, as camponesas julgam que qualquer coisa que seja introduzida na vagina pode seguir por estepossível tubo e matar a mulher sufocada. Por este motivo, contraceptivos mecânicos não são aceitos.
Sheila também dá um enfoque especial nas crenças espirituais dessas sociedades pesquisadas. Em muitos momentos de texto ela menciona práticas mágicas que ocorrem no momento do parto, e que segundo a crença, ajudam a controlar os processos fisiológicos, principalmente quando há pouco controlecientífico sobre o parto. Em poucas dessas sociedades existe a prática médica que usamos e consideramos “normal”, muitas vezes, acredita-se mais em eventos sobrenaturais (evocação de espírito de luz, orações de rituais em geral, e etc.), do que num ato científico. Um exemplo citado pela autora, e que, segundo a mesma, é o mais vivo deste tipo de atuação, é um ritual que ela presenciou entre os índios Cunano Panamá. Ritual este que ocorre em casos de parto difícil, e a pedido da parteira, um shaman (curandeiro) intervém cantando para fazer o bebê sair do corpo da mãe.
Além de assuntos citados anteriormente (cultura; crenças sociais, magicas e espirituais; e o momento do parto em si), Sheila também aborda, de forma detalhada, tópicos diversos que abrangem toda a sociedade em que a criança que...
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