Paracoccidioidomicose, criptococose, pneumocistose e candidíase,

Páginas: 8 (1754 palavras) Publicado: 3 de outubro de 2012
Paracoccidioidomicose

Agente etiológico
Fungo termo-dimórfico Paracoccidioides brasiliensis
Transmissão
Afeta principalmente os agricultores que trabalham na terra que contém os seus esporos (produzidos pela forma sexual livre). O solo e poeira, contendo o fungo em suspensão, constituem a fonte de infecção. A infecção é pela inalação desses esporos infecciosos. Não há transmissão homem ahomem e não há relatos de contágio de animais para o homem. Pode haver transmissão por inoculação, sobretudo em acidentes de laboratório.
Principais localizações no organismo humano
Após inalação dos esporos, as leveduras localizam-se nos pulmões, mucosas e pele, que são os sítios mais acometidos pela infecção.
Diagnóstico ambulatorial
Forma aguda: Na forma aguda, a anamnese e o exame físicodevem ser dirigidos para pesquisar o envolvimento de múltiplas cadeias de linfonodos e suas possíveis complicações: icterícia obstrutiva por compressão de colédoco, sub-oclusão ou oclusão intestinal (eventualmente também secundária a lesões de mucosa), síndrome de compressão de veia cava, diarréia com síndrome de má absorção e ascite. Além da avaliação de múltiplas cadeias de linfonodos,incluir a pesquisa de hepatomegalia, esplenomegalia, lesões de pele, lesões ósteoarticulares, sinais e sintomas relacionados ao envolvimento adrenal (astenia, emagrecimento, hipotensão arterial, hiperpigmentação de pele, dores abdominais) e sistema nervoso central (cefaléia, déficit motor, síndrome convulsivo, alteração de comportamento e/ou nível de consciência).
Forma crônica: Na forma crônica, aanamnese e o exame físico devem obrigatoriamente incluir a pesquisa de sinais e sintomas relacionados ao envolvimento pulmonar tegumentar e laríngeo (tosse, dispneia, expectoração muco/purulenta, lesões ulceradas de pele e de mucosa da naso-orofarínge, odinofagia, disfagia; disfonia, etc), linfático (adenomegalia), adrenal (astenia, emagrecimento, hipotensão, escurecimento de pele, dores abdominais)e, sistema nervoso central (cefaléia, déficit motor, síndrome convulsivo, alteração de comportamento e/ou nível de consciência).
Diagnóstico laboratorial
O padrão ouro para o diagnóstico de PCM é o encontro de elementos fúngicos sugestivos de P. brasiliensis em exame a fresco de escarro ou outro espécime clínico (raspado de lesão, aspirado de linfonodos) e/ou fragmento de biopsia de órgãossupostamente acometidos. As provas sorológicas específicas têm importância não apenas no auxílio diagnóstico como, particularmente, para permitir avaliação da resposta do hospedeiro ao tratamento específico. Atualmente, são disponíveis em diferentes serviços de referência os métodos de imunodifusão dupla (ID), contraimunoeletroforese (CIE), imunofluorescência indireta (IFI), ensaio imunoenzimático(ELISA) e imunoblot (IB). Utilizando-se técnicas padronizadas e antígenos adequados, estes testes apresentam sensibilidade entre 85% e 100%. O título de anticorpos específicos anti-P. Brasiliensis tem correlação com a gravidade das formas clínicas, sendo mais elevados na forma aguda-subaguda da doença. Casos de PCM com resultados falso-negativos, observados com quaisquer dos testes, na maioria dasvezes se associam com lesões muito localizadas e com hospedeiros com aids ou imunodeprimidos.
Tratamento
Diferente de outros fungos patogênicos P. brasiliensis é fungo sensível à maioria das drogas antifúngicas, inclusive aos sulfamídicos. Consequentemente, vários antifúngicos podem ser utilizados para o tratamento desses pacientes, tais como anfotericina B, sulfamídicos (sulfadiazina,associação sulfametoxazol / trimetoprim), azólicos (cetoconazol, fluconazol, itraconazol). Apesar da limitação das informações disponíveis em estudos comparativos com diferentes esquemas terapêuticos, sugere-se o itraconazol como a opção terapêutica que permitiria o controle das formas leves e moderadas da doença em menor período de tempo. Entretanto, considerando que o medicamento não está disponível na...
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