Os sofistas de Platão

Páginas: 5 (1054 palavras) Publicado: 15 de maio de 2014

Primeira redação – O Sofista de Platão.

Segundo a doutrina de Parmênides, o ser equivale à existência, e o ser é a única coisa pensável e exprimível, a ponto de fazer coincidir o pensar e o ser, pois não há pensamento que não exprima o ser. Para ele, o ser, e o pensar são o mesmo, e por consequência, dentro da realidade só poderia existir um único ser eterno, indivisível e imutável.
ParaParmênides, o ser é imóvel, e uno, ele é também contínuo, já que qualquer diferença implicaria o não ser. Portanto, o ser é, e o não ser, não é. O ser é um, cada ser é ele próprio, ou seja, tudo que num sentido é (Homem, número lugar, cor) são os mesmos; e tudo é um.
Segundo Parmênides, o não ser é impensável, inexprimível, indizível e, portanto, impossível e absurdo. Ou seja, o não ser equivaleà inexistência, logo, daquilo que não é nada pode ser dito ou pensado, pois logicamente não se pode pensar nem falar sobre nada.
“Jamais obrigarás os não seres a ser; Antes, afasta teu pensamento desse caminho de investigação.” (Sofista, 237.a).
Porém, o Estrangeiro de Eléia coloca em discussão a tese de Parmênides.
“Que para defender-nos, teremos de necessariamente discutir a tese de nossopai Parmênides, e demonstrar pela força de nossos argumentos que, em certo sentido, o não ser é; e que, por sua vez, o ser, de certa forma, não é.” (Sofista, 241.d)
De acordo com a visão do Estrangeiro de Eléia, tudo o que é pensado, é, então existe um certo não-ser que é possível, e de fato se pode pensar. Encontrar um modo de dizer o falso, como sendo, supõe o não-ser como ser. Para Parmênides,o não ser equivale a “o não existente”. Mas, de acordo com o Estrangeiro, tais palavras não podem ser ditas sem cair em contradição.
“Que modo encontrar, na realidade, para dizer ou pensar que o falso é real sem que, já ao proferi-lo, nos encontremos enredados na contradição?” (Sofista, 236.e).
Em certo sentido o não ser é, e por sua vez, o ser não é. Dizer que o não ser, não participa daunidade, automaticamente o diz uno, pois dizer “o” não ser, significa unidade. Dizer também que o não ser é impronunciável, inexprimível, indizível, e nisso aplicar o “é”, o torna um ser.
“Se, pois, o ser não é o Todo, em virtude deste caráter de unidade que recebeu do Uno, e se o todo absoluto existe em si mesmo, segue-se que o ser falta a si mesmo.” (Sofista,245.c).
Para o Estrangeiro, o não sernão significa necessariamente uma negação absoluta, mas sim a alteridade do ser. Seria uma imagem do objeto real, que obviamente não é o objeto real, mas ainda assim é uma imagem, o que é alguma coisa.
Assim, ser e o não ser estão no mesmo nível, ou seja, se não há não ser, não pode haver ser (ser e não ser são).
“E, por esse raciocínio, o ser, assim privado de si mesmo, não seria ser.”(Sofista,245.c).
“Tudo o que veio a ser, veio a ser sob forma de um todo; de sorte que não se pode admitir como reais, nem a existência, nem a geração se não considerarmos o Uno ou o Todo no número dos seres.” (Sofistas,245.d).

Já os Materialistas Corpusculares igualam o que é ser ao que é corpóreo, eles não acreditam em nada que não seja sensível.
“E, na verdade, é em virtude de tudo o que dessaforma, podem alcançar que afirmam obstinadamente que só existe o que oferece resistência e o que se pode tocar. Definem o corpo e a existência como idênticos e logo que outros pretendam atribuir o Ser a algo que não tenha corpo, mostram por estes um soberbo desprezo nada mais querendo ouvir.”(Sofistas,246.a).
Mas o Estrangeiro de Eléia, facilmente mostra como os materialistas estão equivocados aoafirmar que, o ser é aquilo que oferece resistência e pode ser tocado, ou seja, é corpóreo. Ele o faz, usando como exemplo a justiça. De acordo com os materialistas a alma é um ser, e que às vezes ela é justa, outras vezes injusta, algumas vezes sensata, outras insensata. Se uma alma é justa, significa que a justiça existe logo ela é um ser. Mas a justiça não é visível, ela não poderia ser...
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