OS LUSÍADAS

Páginas: 17 (4001 palavras) Publicado: 8 de setembro de 2014
OS LUSÍADAS - Camões - Episódio A TEMPESTADE

Os Lusíadas- Luís Vaz de Camões
 EPISÓDIO - A TEMPESTADE

leitura obrigatória - PRISE 1 / PROSEL 1 
UEPA 2014



 

Os Lusíadas é uma obra poética  do escritor  Luís Vaz de Camões , considerada a epopeia  portuguesa  por excelência. Provavelmente concluída em 1556 , foi publicada pela primeira vez em 1572  no período literário doclassicismo , três anos após o regresso do autor doOriente .
A obra é composta de dez cantos , 1102 estrofes  que são oitavas decassílabas , sujeitas ao esquema rímico  fixo AB AB AB CC – oitava rima camoniana. A acção central é a descoberta do caminho marítimo para a Índia  por Vasco da Gama , à volta da qual se vão descrevendo outros episódios da história de Portugal , glorificando o povo português .Elementos importantes:

A personagem:
 - (os sujeitos ou heróis da ação)
– o povo português, um herói coletivo, que na obra é simbolicamente representado por vasco da Gama.
O maravilhoso
Consiste na intervenção, de entidades sobrenaturais na ação, umas favorecendo, outras dificultando. Cada interventor tem as suas razões para desejar o sucesso ou o insucesso dos marinheiros portugueses.
Aforma:
“Os Lusíadas” são uma narrativa em verso, dividida em dez cantos, com um número aproximado de cento e dez estrofes cada. As estrofes são oitavas em verso decassilábico, geralmente heroico.
 O esquema rimático é fixo – ABABABCC – sendo, portanto, a rima cruzada nos seis primeiros versos e emparelhada nos dois últimos.

Elementos da epopeia (proposição, invocação e dedicatória)·          Proposição - introdução, apresentação do assunto e dos heróis  (estrofes 1 a 3 do Canto I );
Invocação - o poeta invoca as ninfas do Tejo  e pede-lhes a inspiração para escrever (estrofes 4 e 5 do Canto I );
Dedicatória - o poeta dedica a obra ao rei D. Sebastião  (estrofes 6 a 18 do Canto I );
Narração - a narrativa da viagem, in medias res , partindo do meio da acção para voltar atrás no tempoe explicar o que aconteceu até ao momento na viagem de Vasco de Gama  e na história de Portugal , e depois prosseguir na linha temporal.

Desenvolvimento – os quatro planos de organização da narrativa:

A viagem

A quarta parte da epopeia, a narração, é que constitui a ação principal que, à maneira clássica, se inicia “in media res”, isto é, quando a viagem já vai a meio, encontrado-se já osmarinheiros em pleno Oceano Índico.
Este começo da ação central, a viagem de descoberta do caminho marítimo para a Índia, quando os Portugueses se encontram já a meio do percurso, no Canal de Moçambique, vai permitir:
 - a narração do percurso até Melinde pelo narrador heterodiegético (cantosI e II)
- a narração da História de Portugal até à viagem (cantos III, IV e V,85), em forma de discursodo Gama, dirigido ao Rei de Melinde e a pedido deste
- A inclusão da narração da primeira parte da viagem e ao surgimento da “doença crua e feia” (escorbuto) na retrospectiva histórica atrás referida
- A apresentação do último troço da viagem (canto VI), entre Melinde e Calecute, de novo por um narrador heterodiegético.
Mas, simultaneamente, os deuses reúnem em consílio, para decidir “sobre ascousas futuras do Oriente” e, de vez em quando, tece o poeta considerações pessoais.

A narrativa organiza-se em quatro planos: o da viagem e dos deuses, em alternância, ocupam uma posição fulcral; a História passada de Portugal está encaixada na viagem; as considerações pessoais aparecem normalmente nos fins de cantos e constituem, de um modo geral, a visão crítica do Poeta sobre o seu tempo.Já a Proposição aponta para os quatro planos do poema: a celebração de uma viagem a glorificação de um povo do poema: a celebração de uma viagem,a glorificação de um povo cuja histórica será narrada, por traduzir a vitória sobre os deuses, na interpretação pessoal do poeta: “Cantando espalharei por toda aparte”.





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