Os dois polos epistemológicos da modernidade

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Os dois polos epistemológicos da modernidade

A atualidade do debate e suas raízes
Os novos tempos pós-modernos começam, segundo Charles Jenks, em 15 de junho de 1972, quando o grande conjunto habitacional de Pruitt-Igoe em St. Louis, nos EUA, foi dinamitado após ter sido julgado inabitável. A implosão deste conjunto significou também o desmoronamento de uma serie de proposições que davam sustentação a esse tipo de programa arquitetônico. Essa nova maneira de pensar a arquitetura não abandona o monumentalismo e não rompe a maneira radical com as técnicas ou com os materiais característicos do modernismo. O grande corte se situa no programa arquitetônico e na nova preocupação estética. Em oposição ao modernismo universalmente, procuram-se soluções especificas que conduzem a formas únicas, particulares, com uma preocupação decorativa, anteriormente julgada inútil. O pós-modernismo nega o universalismo, a generalização, qualidades e procedimentos básicos no modernismo. Dentro desta mesma perspectiva de oposição à racionalidade e à ordem logica, em outros campos de atividade surgem aspectos também bastante significativos. Na proposta pós-moderna as significações devem ser fluidas, mutantes e permanentemente reatualizadas. Valoriza-se o momento particular e único como instancia na progressão do saber. A aplicação prática na ciência de uma conduta próxima aos princípios recomendados pelos pós-modernos pode ser ilustrada pela tentativa realizada por um grupo de pesquisadores americanos sob o nome de etnometodologia. Esta abordagem preconiza uma analise fina de cada uma das etapas sucessiva da descoberta cientifica, cada etapa sendo considerada como única, singular. Nas ciências sociais, a nova proposta é reintroduzir a hermenêutica como um idioma comum a filosofia e à cultura nos anos 90 e, segundo Vattimo, por este caminho, substituir os idiomas do marxismo e do estruturalismo, globalizantes, doutrinários e autoritários, que foram predominantes nos anos

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