Organização das ações de atenção à saúde: modelos e práticas.

Páginas: 9 (2217 palavras) Publicado: 20 de março de 2013
Universidade Federal de Mato Grosso
Hospital Universitário Júlio Müller
Faculdade de Enfermagem
Programa de Residência Multiprofissional em Saúde do Adulto e do Idoso Com Ênfase em Atenção Cardiovascular









Síntese - Organização das Ações de Atenção à Saúde: modelos e práticas.










Cuiabá, 2011.



Universidade Federal de Mato Grosso
Hospital UniversitárioJúlio Müller
Faculdade de Enfermagem
Programa De Residência Multiprofissional em Saúde Do Adulto e do Idoso Com Ênfase Em Atenção Cardiovascular









Síntese - Organização das Ações de Atenção à Saúde: modelos e práticas.
Trabalho elaborado pela Enfermeira Residente (s):
Alyne Silva Britto.
Dália Lavor






Cuiabá, 2011.
Organização das Ações de Atenção à Saúde:modelos e práticas.



Este texto trata-se de um ensaio critico que faz uma abordagem de reflexões de experiências práticas e de construções conceituais coletivas, desenvolvidas pela equipe de docentes e pesquisadores, da Faculdade de Medicina da USP, ou também conhecido como Centro de Saúde Escola do Butantã.
O tema proposto, “Organização das ações de atenção à saúde: modelos epráticas”, é bastante amplo. Este texto dedica-se a realidade brasileira do Sistema Único de Saúde (SUS) e entende por modelo de atenção à saúde a convergência de horizontes entre os diversos discursos acerca de modos de operar e gerir as tecnologias de atenção à saúde de indivíduos e populações.
Para Mendes e Gonçalves (1994), os modelos nascem de experiências e potencialidades inscritas em umconjunto de técnicas e arranjos tecnológicos, que incluem os conceitos e teorias postos em uma dada circunstância histórica e social.
Nos 20 anos de experiência do SUS, destaca-se a importância da definição clara, e sustentada em lei, de alguns princípios norteadores para a organização do sistema de atenção à saúde: universalização, equidade e integralidade.
O princípio dauniversalidade nos impulsiona a construir o acesso para todos, e o da equidade nos exige pactuar com todos o que cada um necessita, mas a integralidade nos desafia a saber e fazer o “quê” e “como” pode ser realizado em saúde para responder universalmente às necessidades de cada um. Além disso, é o que guarda uma relação mais imediata com a de criação da diversidade e de construção de respostas àstensões, é o princípio que mais conduz o desafio de realizar os valores de justiça, democracia e efetividade do acesso à saúde.
A busca da integralidade para Mattos (2001) e Pinho (2007), constitui uma força fundamental para evitar que a universalidade se reduza a uma mera formalidade e que a equidade se torne um preceito abstrato, irrealizável na prática. Porém, mais do que conceitualmentenecessário para a plena realização dos demais, o princípio da integralidade tem demonstrado, na prática, uma enorme capacidade de aglutinar conjuntos diversos de ideias e sujeitos interessados na melhoria da qualidade, democratização e justiça das ações de atenção à saúde.
Segundo alguns autores quatro eixos têm buscado fazer dialogar diversidades e tensões no cotidiano da atenção à saúde. Osmesmos estão relacionados entre si e guardam certa interdependência. Os discursos sobre integralidade, em cada um deles, têm, muitas vezes, origens, porta-vozes e objetivos distintos, mas em todos se identifica à percepção de que os valores que guiam a construção do SUS apontam para a intimidade dos processos de trabalho em saúde como instância fundamental para sua realização. São eles:
• Eixo dasnecessidades: diz respeito à qualidade e natureza da escuta, acolhimento e resposta às demandas de atenção à saúde; o impulso mais relevante é o do desenvolvimento de sensibilidade e capacidade de resposta a necessidades que não se restrinjam à prevenção, correção e recuperação de distúrbios morfológicos ou funcionais do organismo.
• Eixo das finalidades: diz respeito a graus e modos de...
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