Nós e a revolução francesa

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Nós e a Revolução Francesa

Um dos princípios fundamentais no nosso sistema jurídico é a crença de que todos os seres humanos são livres e iguais por natureza. Tal ideia está cristalizada na Constituição Federal, e é falada e ensinada, de tal modo que não tenho notícia de alguém que não a conheça. Mas é raro encontrar quem realmente seja capaz de analisar e discutir as tremendas contradições que essa crença traz em seu bojo, uma vez que proclamamos a igualdade e vivemos imersos na desigualdade. Essa contradição é a base das discussões políticas e ideológicas, que formaram as grandes teorias, embasaram os partidos políticos e estão presentes, de modo geral, nas discussões mais importantes sobre justiça, desenvolvimento e temas afins.
Um dos motivos pelos quais muitos não conseguem ter clareza dessas questões é o desconhecimento dos fatos e ideias que motivaram a Revolução Francesa, de 1789. Sempre que falo dessa revolução em sala de aula, há quem consiga se lembrar de algum acontecimento solto ou, com muito esforço, o nome de algum revolucionário, mas não me lembro de ter encontrado alguém que tenha conseguido estabelecer duas ou três relações bem construídas sobre o tema. Como costumo insistir, aprender algo é, exatamente, ser capaz de estabelecer essas relações. Aproveito o espaço para relembrar um pouco os fatos e mostrar o quanto eles são fundamentais para a compreensão das questões políticas e sociais contemporâneas.
Até o século XVIII, prevaleceu a crença de que algumas pessoas são superiores às outras. Essa superioridade é a essência da ideia de “nobreza”. A nobreza, na Idade Média e na Idade Moderna, era a elite proprietária da terra, cheia de privilégios, retratada em filmes de época em seus trajes galantes, lutando com espadas, caçando raposa ou simplesmente não fazendo nada nas cortes dos reis. Enquanto, do outro lado, só havia os servos da gleba, essa superioridade não foi contestada. Mas com o enriquecimento advindo do comércio e da exploração das

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