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Páginas: 13 (3089 palavras) Publicado: 14 de junho de 2013
UNIVERSIDADE DE SANTA CRUZ DO SUL


CURSO DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS




TEORIA DAS RI II







CÁSSIA CARNIEL







RESENHA
RESENDE, Erica. A crítica pós-moderna/pós-estruturalista nas Relações Internacionais.
SENHORAS, E.M; CAMARGO, J.F (orgs) Coleção Relações Internacionais, vol. 2.















SANTA CRUZ DO SUL
2013


O presente trabalho temcomo objetivo, a partir da leitura da obra A Crítica pós-moderna/pós-estruturalista nas Relações Internacionais, de Érica Simone Almeida Resende, relatar as ideias da mesma, seguida da análise gerada sobre a sua opinião e crítica constituída.
Em 1988, Robert Keohane, escreveu a um tema ligado às Relações Internacionais (RI), no qual seria a crescente crítica às análises já produzidas na área.Keohane adotou a abordagem “racionalista” sob a “reflexivista”. Para ele, os autores que abordavam a questão racionalista enfatizavam o papel dos significados intersubjetivos do objeto de análise da área de RI e buscavam explicar o comportamento político dos outros autores com base da interpelação sociológica. Devido à importância que os autores davam a reflexão humana para a compreensão dasinstituições e da política internacional, Keohane afirma:“Esses autores assinalam que indivíduos, organizações locais, e até mesmo os Estados, se desenvolvem dentro do contexto de instituições mais abrangentes. As instituições não seriam o mero reflexo de preferências e de poder das comunidades que as compõem; as próprias instituições criam as preferências e o poder. As instituições, seriam, portanto,constitutivas de atores e vice-versa. Seria, assim, insuficiente tratar as preferências dos indivíduos como dados exógenos: elas seriam afetadas por arranjos institucionais, normas dominantes e por discursos historicamente contingentes praticados por aqueles que buscam promover seus objetivos e resolver seus próprios problemas.” (Keohane, 1988).
O autor Keohane enfatizou que a crítica“reflexivista” não abalaria a pesquisa “racionalista”, uma vez que esta aceita facilmente as ideologias opostas. E, acreditando que a abordagem “racionalista” seria a ideologia a ser incentiva na área de RI, Keohane apontou o grande ponto fraco do “reflexivismo”: a falta de um programa de pesquisa na comunidade acadêmica, com teorias e hipóteses que admitissem a prática.
Passados 20 anos das palavras deKeohane, os “reflexivistas” resolveram dá-lo ouvidos. Então mostraram-se capazes de reconduzir o tema da ética para o centro do debate em RI. Pois sob o rótulo “reflexivista” imposto por Keohane, o confere à uma crítica desenvolvida do sentido de conhecimento inferior ao “racionalista”. No conjunto de crítica ao “racionalismo” encontra-se cinco correntes de pensamento:
1- Teoria Crítica: origináriada Escola de Frankfurt, seguida das ideias de Antonio Gramsci, aponta as estruturas sociais que produzem e perpetuam uma ordem internacional injusta e desigual. Como autores, destacam-se Robert Cox, Stephen Gill, Ken Booth, entre outros.
2- Crítica Feminista: leva à área de RI, uma análise e proposta epistemológica, devido a pluralidade de influências sofridas desde a liberal até a pós-colonial,contando com a contribuição de autores como Cynthia Enloe, J. AnnT Tickner, Christine Sylvester.
3- Crítica Pós-colonialista: articula-se como ponte entre a área de RI e Edward Said, com sua aplicação à política internacional e seu conceito de Orientalismo. Como principais nomes destacam-se Geeta Chowdhry, Sheila Nair, Paul Gilroy, entre outros.
4- Teorias Normativas: buscam introduzir o debateda ética e as dimensões morais nas relações internacionais contemporâneas. Destaque para autores como Charles Beitz, Ullrich Beck, Mervyn Frost, entre outros.
5- Crítica Pós-moderna/Pós-estruturalista: sofre intensa influência da Virada Linguística nas Ciências Sociais, dando atenção às linguagens e representações, autores como Richard Ashley, R.B.J Walker, David Campbell, Cynthia Weber,...
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