Narração e velhice: trabalho de efigênia rolim

6007 palavras 25 páginas
EFIGÊNIA ROLIM: A NARRADORA TRAPEIRA
Nathany Andrea Wagenheimer Belmaia1
Marta Dantas2
Resumo:
Efigênia Ramos Rolim é uma artista de setenta e sete anos que, vestida com trajes especiais e manipulando objetos e personagens, todos feitos de papéis de bala, plástico e outras sucatas, elaborados por ela mesma, conta estórias. A partir da sua história de vida e da sua produção, abordamos os problemas concernentes à decadência da narração oral e a sua relação com a desvalorização da experiência e da velhice. Para tanto, tomamos como base as reflexões de Walter Benjamin sobre o desaparecimento do narrador tradicional e sobre a crise da experiência, e apontamos para a sua relação com a desvalorização do velho na contemporaneidade. Por fim, tentamos mostrar que
Efigênia é um caso de exceção, pois contrariando os estereótipos da velhice, sua criação e suas estórias apontam para a transformação do narrador tradicional em um tipo menos triunfante, o narrador trapeiro.
Palavras-chave: velhice, narrador, experiência, Efigênia Rolim
Abstract:
Efigênia Ramos Rolim is an artist of seventy and seven years who, dressed on suits special and manipulating objects and personages, all facts of bullet papers, plastic and other sucatas and elaborated by herself, counts histories. From the its history of life and its production we will approach the concernentes problems to the decay of the oral narration and the relation with the decay of the experience and the depreciation of the oldness. For in such a way, we take as base the reflections of Walter Benjamin on the disappearance of the traditional narrator and the crisis of the experience and we will to point the relation with the depreciation of the old today. Anda we we will try to show that Efigênia is an exception case, opposing to the oldness figures, her creation and histories act as a focus of resistance na modernity, becoming the prove, even so the narration and the verbal narrator can be in crisis in

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