Mulheres e o direito de igualdade

Páginas: 5 (1069 palavras) Publicado: 13 de abril de 2014
A participação das mulheres no mercado de trabalho aumentou após a Segunda Guerra Mundial, principalmente após a década de 1970. Hoje, no Brasil, elas representam aproximadamente 41% da população economicamente ativa, e recebem, em média, pouco mais da metade do salário dos homens (60,7%).
A diferença de rendimentos entre homens e mulheres poderia ser explicada pelas diferenças entre ascaracterísticas médias destes dois grupos, como experiência, idade, educação e setor de trabalho. Porém, essas características geralmente explicam apenas parte dessa diferença, sendo o restante atribuído a um componente muito conhecido mundialmente que é a discriminação.
O componente de discriminação pode estar sendo superestimado devido à má captação de atributos produtivos por parte das variáveis deescolaridade e idade, por exemplo, ou subestimado, devido a certos tipos de discriminação, como a cultural (que pode afetar a escolaridade das mulheres) e a alocativa (que afeta o setor e a ocupação em que as mulheres se encontram).
Assim, dentro deste panorama, surge o interesse de comparar de modo consistente, o diferencial de rendimentos entre homens e mulheres, sendo este o ponto de partida paraanalisar a questão da mulher e a importância de sua luta.
As causas históricas da divisão sexual do trabalho e da representação política são antigas e complexas. Não é sem propósito, que mesmo as mulheres sendo a maioria da população e quase metade da classe trabalhadora, ainda recebem salários inferiores ao dos homens e ainda são minoria nos espaços de decisão, no âmbito legislativo,judiciário, executivo, nas hierarquias religiosas e militares e porque não dizer, nos espaços do mundo do trabalho.
A inserção das mulheres no mercado de trabalho iniciou com as I e II Guerras Mundiais em que as mulheres tiveram que assumir a posição dos homens no mercado de trabalho.
Desde a Antiguidade até o final do século XVII, a mulher era considerada imperfeita por natureza. O "modelo do sexoúnico", descrito minuciosamente por Thomas Laqueur e dominante até a Revolução Francesa, situava a mulher num degrau abaixo do homem na hierarquia social. Mulheres ou "homens invertidos", inexistentes, impotentes como as crianças ou escravos, sendo assim, iniciaram sua luta por reconhecimento paralelamente aos esforços dos conservadores para justificar sua exclusão dos primórdios da cidadania modernaocidental, porque era politicamente necessário legitimar como natural o domínio do homem sobre a mulher. A construção do indivíduo racional pela teoria liberal pretendeu excluir a mulher da sociedade civil em formação, enfatizando a divisão entre os sexos e a separação entre as esferas públicas e privadas. Em contrapartida, deu início ao discurso feminista da diferença, inaugurando uma história deresistências repleta de questões, ambivalências, tensões e desdobramentos.
A luta inicial das mulheres pela igualdade de direitos nasce pela afirmação das diferenças dando início a uma busca pelo enfrentamento dessas que acompanha toda a trajetória do feminismo e fundamenta a idéia de identidade do sujeito feminino. O direito de votar foi uma das primeiras reivindicações das feministas denominadassufragistas que, embora excluídas da esfera pública sob domínio masculino, buscavam participar desta por meio do voto. Alegavam, principalmente, que na condição de mães e educadoras daqueles que integravam as arenas decisórias teriam, portanto, o direito de votar. A Nova Zelândia foi o primeiro país a conceder o direito ao voto feminino em 1893, portanto, final do século XIX.
O século XX éconceitualmente marcado por três correntes feministas fundamentais, fruto de questionamentos decorrentes da diversidade intra-sexo. A primeira, nos anos 1960, teve como reivindicação principal uma distribuição mais igualitária do poder por meio da idéia de igualdade de oportunidades e de condições para ambos os sexos. Denominado "Feminismo Igualitário", "Liberal" ou "Universalista" tem como...
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