MODERNISMO PORTUGUES 1915

959 palavras 4 páginas
O Modernismo português teve como marco inicial a publicação do primeiro número de
“Orpheu” – revista de literatura em 1915, que contava com a participação de
Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro,
Almada Negreiros e do brasileiro Ronald de
Carvalho, entre outros. A revista teve ainda um segundo e último número; o terceiro número, embora planejado, não chegou a ser editado, devido ao suicídio de Mário de
Sá-Carneiro,
responsável pelos compromissos financeiros da revista.

Os anos iniciais do Modernismo português coincidem com uma nova situação, em conseqüência da I Guerra (1914-1918); da
Revolução Russa (1917) e da afirmação dos Estados Unidos da América no cenário internacional. Os anos da guerra foram difíceis para Portugal, uma vez que estavam em jogo as colônias ultramarinas, alvo da cobiça das grandes potências européias desde o final do século XIX

Os primeiros anos do governo republicano foram marcados por sucessivas e violentas crises. A iminência de uma guerra mundial e a disputa pelas colônias africanas completaram o quadro, despertando nos portugueses um profundo nacionalismo, manifestado em duas correntes: os saudosistas e os integralistas.
Houve, assim, uma volta ao passado, às grandes navegações, à grandiosidade do
Império, ao Sebastianismo, às glórias de Os
Lusíadas.

O que se convencionou de Modernismo português é um período que se comprime entre as duas grandes guerras. Consideramse verdadeiros marcos cronológicos as datas de 1915 (lançamento da revista Orpheu) e
1940
(desaparecimento da revista
Presença).
Nesse espaço de tempo, podemos reconhecer duas gerações: a 1ª se agrupou a partir da publicação da revista
Orpheu; a 2ª, com a publicação da revista
Presença.

Contemporânea dos principais manifestos da vanguarda europeia
(Futurismo,
Expressionismo,
Cubismo,
Dadaísmo,
Surrealismo), sofreu influência maior do
Futurismo.
O Futurismo (1909), assinado por Filippo
Tommaso Marinetti, apresentava como pontos fundamentais a exaltação da vida moderna,

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