Michel Foucault, Vigiar e Punir, Análise

Páginas: 18 (4407 palavras) Publicado: 31 de janeiro de 2015
Sumário
1. introdução 4
2. DESENVOLVIMENTO 7
2.1. A sanção normalizadora. 10
2.2. O CARCERÁRIO 15
3. CONCLUSÃO 16
4. REFERÊNCIAS 17

1. introdução
Em sua obra “Vigiar e Punir, o nascimento das prisões”, Michel Foucault demonstra como se deu o processo de transformação do modo de aplicar punições – deixou-se de utilizar a tortura para dar lugar a um método corretivo – e por que issoocorreu.
Na sociedade francesa do século XVII, o regime presente era o de uma monarquia absoluta. Desse modo, todo e qualquer indivíduo que cometesse um crime ou algo que era considerado uma afronta pessoal ao rei, era condenado ao suplício - punição que causa o sofrimento da vítima – e execução pública. Essa manifestação era vista como a vingança física do monarca sobre seus súditos. Tendo emvista que nesse período o rei possuía controle sobre a legislação, este era como se fosse a própria lei e, para evitar que os demais não o afrontasse, foi aderido a espetáculos que demonstravam o sofrimento do criminoso. Antes da execução, o condenado passava por diversas torturas. Muitas vezes, caminhava até o local de sua morte exclamando para todos a sua infração e sendo obrigado a realizar umaconfissão e pedir perdão diante de Igrejas ou até mesmo a um sacerdote.Todo esse grande teatro acontecia com a presença do público, para que esse fosse educado.
Ao passar dos tempos, o modo de punição descrito acima começou a ser enxergado como exagero e ineficiente, pois poderia acontecer que, assim como o soberano vingava-se, a população também acabaria fazendo o mesmo caso fosse entendido que omonarca teve de certa solidariedade para com o condenado ao aliviar sua sentença. Desse modo, quando o aplicador do castigo demonstrava estar sendo leve como o criminoso e este último agüentava as torturas com humildade, a multidão tentava interferir e revoltava-se contar o carrasco.Levando em consideração tudo isso e também com as transformações de poder que estavam acontecendo na França,buscou-se uma nova alternativa para penalizar os culpados, de modo a não mais recorrer a um cenário de exposição de barbáries e sim uma pena mais humana.O suplício transformou-se em uma atitude intolerável e apenas revelava um prazer cruel em razão da aflição a qual o condenado era submetido.O objetivo torna-se, agora, aplicar penas moderadas e proporcionais ao crime cometido e não instigar acuriosidade mórbida em torno das execuções.Era necessário, no entanto, estabelecer uma distribuição do poder para que fosse possível decidir a sanção mais aconselhável para determinada violação.
Diante dessas considerações, passou a ser necessário um modo que não apenas penalizasse o culpado, mas também que, de certo modo, o educasse e o ensinasse a não cometer o delito novamente. A disciplina, então,passou a ser o mecanismo aplicado. O Estado necessitava de um meio de dominar a população, devido a grande marginalização das cidades e a elevada taxa de criminalidade que era percebida. O controle disciplinar foi implantado para que as pessoas evitassem cometer algum crime, seguissem as leis impostas e adestrassem seus corpos para melhorar o desempenho produtivo da sociedade.Essa disciplina eraaplicada à população por meio de comunicação da política e da sociedade;por métodos disciplinares que consistiam numa programação das tarefas realizadas ao longo do dia com um cronograma de horários a serem seguidos e a especificação do que cada indivíduo deveria fazer, sem contar a velocidade da aplicação prática de cada um.Esses métodos eram aplicados em escolas, hospitais, prisões e em círculosmilitares.Segundo Foucault, essa conduta de homem dócil que era gerada a partir da aplicação detalhada da disciplina que consistia em monitorar o indivíduo desde seu aprendizado até seu emprego em uma fábrica, foi imposta lentamente na sociedade, foram anos até as pessoas se enquadrarem neste esquema disciplinar que viria a modificar a forma de pensar e agir com a função de diminuir a...
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