Mestre

Páginas: 5 (1041 palavras) Publicado: 1 de dezembro de 2014
Charles Tilly (1929-2008) graduou-se em Havard e teve parte de sua formação acadêmica fora dos Estados Unidos, permitindo-lhe uma maior visão sobre os estudos europeus, sobretudo os franceses. Em verdade, a trajetória de Tilly é mesmo marcada por multiplicidades. Esteve ao longo de sua carreira em contato com departamentos tanto de Sociologia como de Ciência Política e História. Isto lheproporcionou um diálogo entre diversas áreas do conhecimento, lhe permitindo produzir uma vasta e rica pesquisa, com alto cunho empírico. Foi pesquisador e professor em diversas universidades norte-americanas e canadenses, tais como Harvard, Toronto e Michigan. No fim de sua vida ocupava o posto de professor na Universidade de Columbia.
Seus estudos mais conhecidos versam sobre questões demetodologia, de formação dos estados nacionais, de mobilizações coletivas, de mudanças nas macroestruturas e de democratização. Em sua vasta lista de publicações, aparecem nomes importantes para os estudos das Ciências Humanas como um todo, tais como From mobilization to revolution, de 1978; European revolutions, de 1992; Dynamics of contention de 2000; Stories, identities, and political change de 2002 e,sua última obra, Democracy de 2007. Estes entre outros aspectos fazem de Tilly leitura obrigatória para aqueles que estudam sociologia histórica.
O livro aqui analisado é intitulado Coerção, capital e Estados europeus e data de 1990. É o único título com tradução para o Português. Talvez isto seja um indício de que a obra de Tilly não seja tão disseminada pelos centros acadêmicos brasileiros demodo a ter um alcance muito específico àqueles que dedicam se dedicam aos altos estudos nos centros de pós-graduação do país.
Neste livro, o autor procura analisar de forma profunda a origem dos estados modernos. Ele é norteado pela ideia de trajetória histórica das instituições do estado e suas relações com mecanismos de aplicação, acumulação e concentração da coerção. Sua análise visa mapeartal processo, ressaltando suas vicissitudes e deixando claro para a literatura tradicional que rechaça a ideia que existiam modelos comuns aplicáveis a todos os casos. Dirá que existem elementos comuns que perpassam por muitas histórias de estados – como território, estrutura politica e forças armadas - no entanto cada processo possui variações próprias.
Tilly lança mão do argumento que a históriasociológica da formação dos estados não pode ser vista de forma teleológica, e para ter uma ideia completa desse processo é necessário usar ferramentas do próprio contexto histórico vigente à época. Ou seja, é necessário ver o passado com olhos do passado.
Uma vez que busca analisar os processos pelos quais as estruturas políticas passaram até culminarem com a organização em forma de estadosnacionais, Tilly faz uma opção metodológica por analisar tais estruturas e como elas interagiam em determinado período, como por exemplo, os estados da República de Florença de Maquiavel, ou Portugal. Conclui inclusive que certas estruturas –diferentes das da França e Grã- Bretanha- lograram mais êxito na história em determinados momentos do que outras. Corrobora justamente com o seu argumento de quea ideia de um estado nacional não parecia o caminho mais óbvio a ser seguido e nem fazia parte de um concepção já pré-estabelecida, principalmente em épocas em que o processo de formação ainda estava se consolidando. Com ênfase, far-se-á necessário afirmar que o estado nacional é a forma de organização política que foi mais bem sucedida em proteger os bens e garantir a segurança dos indivíduos.Tilly disserta acerca da guerra e mostra que ela tem papel importante na formulação dos estados modernos. Os momentos de preparação para o conflito facilitam a composição e consolidação do estado, uma vez que os esforços de concentração de forças para atacar os rivais externos gera certa noção de unidade - os que estão dentro de determinado espaço são diferentes dos que estão de fora. Ademais,...
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