Meninas e mulheres na educação dom império brasileiro

Páginas: 5 (1115 palavras) Publicado: 22 de abril de 2013
Meninas e mulheres na educação do império brasileiro
Em pleno século XXI, ainda vivemos uma sociedade machista e preconceituosa que independente da situação vai sempre colocar a mulher em condição de desvantagem em relação ao homem. É fato, que a situação de hoje é melhor se compararmos com os anos 60, 70, 80 e 90, no entanto, não é raro ouvirmos no jornal que uma mulher foi violentada,espancada e/ou morta por um homem, ou que, mesmo tendo a mesma formação realizando as mesmas tarefas ganham até 40% a menos que eles. Tal comportamento não nasce no adulto, ele cresce com a criança quando ela começa a ouvir já em casa que, azul é de menino e rosa de menina e que as tarefas domesticas são deveres apenas das mulheres.
Esse pensamento machista está entranhado na sociedade brasileira, nãonasceu ontem, ele nos acompanha desde o inicio da formação do nosso povo com a chegada dos primeiros portugueses, a transformação do Brasil em Colônia e alguns séculos depois com a fuga da família real para cá em Capital do Império.
Durante o império brasileiro o papel de soberania do homem sobre a mulher era evidente, enquanto ele trabalhava e provia o sustento da família a ela restava tomarconta dos filhos e da casa.
No que diz respeito à educação da época, também existia uma distinção entre a educação para os meninos e a educação para as meninas. Existiam matérias que não lhes eram permitidas estudar como, por exemplo, geometria e aritmética, pois eram consideradas “cabeças frágeis”.
A Lei Geral de Ensino de 15 de outubro de 1827 consagrou esta distinção ao estabelecer a exclusão doensino de geometria e impor limites ao ensino de aritmética nas aulas meninas. (GONDRA)
Outra diferença está no objetivo da educação dada a cada um, enquanto o menino é formado para o trabalho e para pensar a menina é formada para ser mãe e dona de casa. ”Para as meninas, a doutrina cristã, leitura, escrita e cálculo elementar seriam ensinamentos suficientes, acrescidos, porém, das “prendas queservem à economia domestica” (art. 12), como aulas de bordados, agulhas e costura”.
Dentro da educação que era dada à menina existia diferença entre a educação da menina pobre e a da elite, o foco era o mesmo, aprender a cuidar da família, no entanto para a menina pobre aprender a costurar, por exemplo, poderia ser de grande valia tendo em vista que tal atividade poderia gerar renda paraauxiliar nas contas da família, enquanto a educação de uma menina da elite.
Consistia na aprendizagem de saberes dirigidos à administração da vida familiar, bem como a aquisição de normas de conduta e hábitos de civilidade e sociabilidade, cujos paradigmas eram apropriados da cultura urbana e burguesa europeia, o que resultava na valorização da aprendizagem de línguas estrangeiras, sobretudo o francês,além da música e da dança de salão. (GONDRA)
Outro problema enfrentado pelas meninas na época era em relação ao número de escolas destinadas ao público feminino que era muito pouco em comparação com o número de escolas para meninos.
Para um total de 55.000 das escolas públicas, apenas 8.443 eram alunas. Em Minas Gerais, onde a instrução estava mais difundida, em 209 escolas apenas 24destinavam-se a meninas; Pernambuco, 82, sendo 18 para meninas; Rio de Janeiro 116 escolas, mas só 36 eram para o sexo feminino e, na Corte, sede do governo imperial, havia nessa época apenas 9 escolas para meninas. (GONDRA)
Sobre isso, Nísia Floresta Brasileira Augusta (1810-1885), jornalista, escritora, professora e diretora do colégio de meninas da corte – o Colégio Augusto (1838-1885) – publicouDireitos das mulheres e injustiças dos homens, no documento ela faz uma critica a educação colonial dando um enfoque maior a questão da quantidade de escolas destinadas a meninas, para tal ela usou dados estatísticos oficiais, o que mais chama atenção em Nísia Floresta é que mesmo sendo considerada revolucionária pelo papel que teve dentro do Império o que ela reivindicava era apenas uma maior...
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