Memórias de Um sargento e Memorias Póstumas

2713 palavras 11 páginas
Análise Psicológica A obra de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias, diverge quanto ao estilo dos romances do século XIX. Escrito em folhetim, trazia capítulos cômicos, não exacerbadamente românticos, ou com idealização dos personagens, e apesar de não ter feito sucesso na época, até hoje pode se assemelhar com a sociedade da classe média brasileira. Isso faz com que o leitor, independente da época vivida, se idenfique com o livro. Os personagens não passam por uma descrição psicológica profunda, o que se sabe é relatado através da observação direta e objetiva do narrador. Nenhum personagem é idealizado, todos possuem qualidades e defeitos e agem de acordo com suas necessidades pessoais. Nem mesmo o Leonardinho, personagem principal da obra, que nos moldes da época seria um herói, passa por uma idealização. A maioria dos personagens são tipos, denominados por suas funções na sociedade; como o barbeiro, a comadre, os meirinhos e a Vizinha, personagem bastante comum na sociedade, a qual é fofoqueira, se envolve na vida dos vizinhos, reclama das crianças, etc. O autor não quis dizer com isso que todas as vizinhas sejam assim, mas essa caracteriza uma parte das vizinhas que, de fato, possuem esses defeitos de certa forma cômica e natural. Leonardinho, personagem principal do livro, apesar de ser tido como anti-herói, por ser desde pequeno travesso, mulherengo e esperto, e mesmo ter a sua origem descrita como ''uma pisadela e um beliscão'', não faz com que os leitores fiquem abismados com suas confusões, apesar dele realizar travessuras irresponsáveis e inconsequentes, os leitores sentem que isso é comum, pois é descrito de forma cômica e leve pelo narrador. O Leonardinho não é uma pessoa ruim, contudo não demonstra qualquer remorso quanto a seus atos. O Leonardinho caracteriza-se por apresentar o famoso ''jeitinho brasileiro'' de ser, é mulherengo, pois mesmo apaixonado por Luisinha, se envolveu

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