Mecanismos da imunoterapia alérgeno específica

Páginas: 13 (3161 palavras) Publicado: 26 de janeiro de 2014
Mecanismos da imunoterapia alérgeno específica
Autor: Cynthia Mafra Fonseca de Lima
Capitulo do livro: Castro FFMC, Galvao CES. Imunoterapia. Editora manole

O estudo sobre os mecanismos fisiopatológicos da imunoterapia alérgeno especifica (IT) é
importante, tanto para a identificação de elementos biologicamente significantes quanto para o
desenvolvimento de novas formas de imunoterapia quepossam ser mais eficazes, mais seguras
e que cursem com um menor tempo de tratamento, alcançando, porém, resultados mais
duradouros.
Vários mecanismos têm sido propostos para explicar os benefícios da imunoterapia alérgeno
específica. (tabela 1) A evolução dos conhecimentos sobre a ação imunológica da imunoterapia
alérgeno específica acompanha a evolução dos conhecimentos sobre a imunologia.Seja administrada através de injeções subcutâneas ou por via sublingual, sabe-se que a IT induz
mudanças nas respostas mediadas por células T e por anticorpos. O desafio para os cientistas
tem sido comprovar se as mudanças observadas ocorrem devido a benefícios clínicos ou se são
apenas epifenômenos.
Neste capítulo apresentamos as alterações observadas nas principais células e mediadores daresposta imune durante curso da IT.
Imunoglobulina E específica
O níveis de Imunoglobulina E (IgE) específica para alérgenos aumentam temporariamente
durante a fase inicial da IT mas diminuem novamente aos mesmos níveis anteriores ao
tratamento durante a fase de manutenção. A pápula formada em resposta ao teste cutâneo de
leitura imediata usualmente está reduzida durante as fases iniciais,mas estes efeitos são
relativamente pequenos quando comparados com o grau de beneficio clínico. Em contraste, a
fase tardia da resposta ao teste cutâneo é virtualmente abolida após o término de um tratamento
bem sucedido com IT.

Padrões semelhantes são observados na fase tardia da resposta no nariz e nas vias aéreas.
A alergia a pólens tem sido um excelente modelo para estes estudos, poisse observa um
aumento da IgE total na estação polínica.
Em estudos com pacientes portadores de rinite alérgica causada por pólens que foram
submetidos à IT, observou-se uma diminuição da elevação sazonal da IgE específica a pólens e,
apesar de haver um aumento dos níveis de IgE específica nas etapas iniciais, observou-se uma
diminuição gradual da IgE específica ao longo de anos deimunoterapia, assim como da
reatividade linfocitária a alérgenos específicos e diminuição da histamina liberada in vitro por
basófilos provocados com o alérgeno.
Imunoglobulina G bloqueadora (IgG4)
Nos primeiros estudos sobre os mecanismos de ação da IT, foi observado um aumento um
aumento de imunoglobulina G específica (IgG) sérica e de IgG e imunoglobulina A específica
(IgA) na secreção nasal dospacientes submetidos a um curso completo de IT.
A IT também induz anticorpos IgG alérgenos específicos, particularmente anticorpos de
subclasse IgG4.
Por algum tempo, acreditou-se que estes anticorpos poderiam interceptar as partículas
alergênicas da superfície da mucosa e bloquear a resposta alérgica.
A opinião atualmente mais aceita é contrária a esta idéia, pois, o aumento dos níveis de IgGobservado parece ser menor que o necessário para algum benefício clinico. Somando-se a isso,
alguns mastócitos estão na superfície da mucosa e consequentemente encontram o alérgeno
antes de uma potencial ação desses anticorpos. Observa-se também uma pobre correlação entre
a quantidade de IgG alérgeno especifica e a proteção clinica observada.
Na maioria dos estudos, os níveis de IgG secorrelacionam melhor com a dose do alérgeno que
foi dado do que com o grau de proteção alcançado
Tem surgido novamente um interesse pelo possível papel inibitório dos anticorpos IgG
específicos durante a IT para pólen. Particularmente, na possibilidade dos anticorpos IgG

interferirem com a secreção de citocinas pelos mastócitos dependente do durante o crosslinking com a IgE, ou na apresentação de...
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