Masoeconomia

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soas, ou quem tem legitimidade para fazer as leis, comandar uma organização, ou impor sanções). Várias delas possuem ou estabelecem certa hierarquia que garante ou delimita poderes de atuação, inclusive os que se relacionam a mudar a própria instituição. Portanto, são instituições que estabelecem relações de poder e autoridade, garantindo a um grupo de pessoas soberania para definir, interpretar e aplicar regras que influenciarão as ações de outras (Dugger, 1980).

É comum imaginarmos que o controle das instituições informais seja mais amplamente distribuído, de forma que instituições surjam e se modifiquem de maneira descentralizada. Mas mesmo instituições informais podem conter hierarquias próprias entre os agentes nela engajados (e.g. famílias patri ou matriarcais, ou pessoas influentes em grupos de consumo). Elas também podem ter interações hierárquicas mais complexas envolvendo outras instituições. Por exemplo, a língua falada num país depende parcialmente dos meios de comunicação, que são organizações formais controladas por grupos com as próprias formas linguísticas. Igualmente, pessoas que passaram pelo sistema educacional - uma instituição formal e hierarquizada - tendem a adotar formas linguísticas mais formais. Pessoas sem escolaridade ou com menor escolaridade tendem a reconhecer a "superioridade" da língua falada por pessoas de maior escolaridade.

No que se refere à origem, há autores que partem do indivíduo e sua interação para explicar como surgem instituições, numa abordagem conhecida por "individualismo metodológico" (e.g. Hayek, 1948; North, 1993; Denzau e North, 1994). Para North, por exemplo, cada pessoa interpreta o mundo de acordo com seu modelo mental - construído por processos que ainda estamos longe de conhecer. Mas tanto as experiências pelas quais a pessoa passa quanto as informações que lhe chegam são originadas e imiscuídas no ambiente que a rodeia. As gerações passadas transmitem seus modelos mentais e os consequentes hábitos,

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