MALANDRO É MALANDRO, MANÉ É MANÉ1

Páginas: 7 (1618 palavras) Publicado: 18 de junho de 2013

SINOPSE DO CASE: MALANDRO É MALANDRO, MANÉ É MANÉ1
Francisco Filho²
Bruno Azevedo³

1 DESCRIÇÃO DO CASO
O caso em questão trata do modo como se dá o funcionamento do sistema na sociedade brasileira, nos meios como a malandragem “o jeitinho”, o famoso antipático “sabe com quem está falando?” e o padrinho/mediador “o despachante” que são características regulares usadas para enfrentarcontradições e paradoxos tipicamente brasileiros. Essas artes mania é a cara do Brasil, sempre agindo dentro desses três meios, para conseguir sempre uma finalidade objetiva, de maneira imoral, reprovável, quando o sujeito ativo se depara com o passivo numa relação de “não pode”, o primeiro se utiliza desses artifícios para a concretização do ato de forma ilegal, seja ele de forma amigável como o“jeitinho”, de forma intimidável como “você sabe quem está falando?” ou ainda de forma mediadora na figura do “despachante”.
Fazendo uma mediação também pessoal entre a lei, a situação onde ela deveria aplicar-se as pessoas nelas implicadas, de sorte que nada se modifique, apenas ficando a lei um pouco desmoralizada, mais como ela é insensível e não é gente como nós, todo mundo fica, como se diz,numa boa, e a vida retorna ao seu normal.
Baseando-se no exposto acima, quero abordar duas questões que estão dentro deste contexto, a primeira que se identifique com o chamado “jeitinho brasileiro?” e a segunda que se identifique com o apelante “você sabe com quem está falando?”.

_________________________
¹Case apresentado à disciplina de Antropologia, da Unidade de Ensino Superior DomBosco – UNDB.
²Aluno do 2º Período, do Curso de Direito, da UNDB.
³Professor Mestre, orientador.
2 IDENTIFICAÇÃO E ANÁLISE ANTROPOLÓGICA
Partindo da primeira questão destacada, podemos nos referir como modo de “jeitinho brasileiro”, um modo bastante comum na nossa sociedade brasileira, como por exemplo: um jovem motorista (alcoolizado) oferece dinheiro ao guarda que o parou numa blitz. Obrasileiro é conhecido por sempre conseguir dar um “jeito” em determinadas situações como esta, esse “jeitinho brasileiro” de contornar questões que possam a vir surgir já é uma característica da nossa sociedade. Essa maneira de controlar determinadas situações e de tentar conseguir tudo mais facilmente é sempre baseada na falta de honestidade, no carácter duvidoso, essa prática é comum àqueles que buscamviolar normas para atingir os seus objetivos através de uma conversa, chantagem ou aproveitando-se de uma posição hierarquicamente superior.
Referindo a segunda quest, podemos ter como exemplo: Um militar aposentado usa contatos no alto escalão para “furar” a fila de doações de órgãos e salvar a vida de sua filha; enquanto vários outros estão na fila de espera, sendo que quem da fila reclama dainjustiça ainda corre o risco de ouvir o chamado autoritarismo popular “você sabe com quem está falando?” sou um militar de alto escalão. É evidente que isso indica as perplexidades de uma estrutura social onde a hierarquia parece estar baseada na intimidade social. De fato sempre que faz uma análise do sistema social brasileiro, toma-se exclusivamente o fenômeno da diferenciação econômica,deixando-se de lado todos os outros eixos classificatórios que permitem reorientar a conduta social (e política), possibilitando, como estamos vendo, a identificação entre dominador e dominado.
Como já indicou Bouglé (1971) – um sistema que se auto-repele. No caso do Brasil, tudo indica que a expressão permite passar de um estado a outro: do anonimato (que indica a igualdade e o individualismo) a umaposição bem definida e conhecida (que indica a hierarquia e a pessoalizacão); de uma situação ambígua e, em princípio, igualitária, a uma situação hierarquizada, onde uma pessoa deve ter precedência sobre a outra. Em outras palavras, o “você sabe como quem está falando?” permite estabelecer a pessoa onde antes só havia um indivíduo.
Roberto Damatta no seu livro “o que faz o Brasil, Brasil?”...
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