Livro Mem Rias Setimentais De Jo O Miramar Serafim Ponte Grande Oswald De Andrade

Páginas: 224 (55816 palavras) Publicado: 21 de março de 2015
Coleção VERA CRUZ
(Literatura Brasileira) Volume 155

Andrade, Oswald de, 1890-1954

Memórias sentimentais de João Miramar.
Serafim Ponte Grande
[Rio de Janeiro] Civilização brasileira. [1971]
"Editado em convênio com o Instituto Nacional do Livro — MEC".
I. Brasil. Instituto Nacional do Livro ed. II. Série.
III. Título. IV. Título: Serafim Ponte Grande.
[Nome completo: José Oswald de SouzaAndrade]
CDD — B869.34

OSWALD DE ANDRADE
Obras Completas II.
Memórias Sentimentais de João
Miramar
3ª edição

Serafim Ponte Grande
2ª edição
(Em convênio com o Instituto Nacional do Livro — MEC.)
1971

Impresso no Brasil Printed in Brazil

Obras Completas de Oswald de Andrade
1. Os CONDENADOS (Alma/ A Estrela de Absinto/ A Escada) —
Romances.
2. MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMAR / SERAFIM PONTEGRANDE — Romances.
3. MARCO ZERO: I — A Revolução Melancólica — Romance.
4. MARCO ZERO: II — Chão — Romance.
5. PONTA DE LANÇA — Polêmica.
6. Do PAU-BRASIL À ANTROPOFAGIA E ÀS UTOPIAS (Manifesto da
Poesia Pau-Brasil/ Manifesto Antropófago/ Meu Testamento/ A
Arcádia e a Inconfidência/ A Crise da Filosofia Messiânica/ Um
Aspecto Antropofágico da Cultura Brasileira: O Homem Cordial/ A
Marcha dasUtopias) — Manifestos, teses de concursos e ensaios.
7. POESIAS REUNIDAS O. ANDRADE (Pau-Brasil/ Caderno do Aluno
de Poesia/ O Santeiro do Mangue e outras) — Poesias.
8. TEATRO (A Morta/ O Rei da Vela/ O Homem e o Cavalo) —
Teatro.
9. UM HOMEM SEM PROFISSÃO: Sob as Ordens de Mamãe —
Memórias e Confissões.
10. TELEFONEMAS - Crônicas e polêmica
11. ESPARSOS

Sumário
MEMÓRIAS SENTIMENTAIS DE JOÃO MIRAMARMiramar na mira — Haroldo de Campos
Nota sobre o texto
Memórias sentimentais de João Miramar

3
30
31

SERAFIM PONTE GRANDE
Serafim: um grande não-livro — Haroldo de Campos 95
Serafim Ponte Grande 118

Miramar na mira
Haroldo de Campos
O primeiro cadinho
EM 1922 — ano que se assinalaria entre nós pela eclosão da
Semana de Arte Moderna — era publicada em Paris, pela Shakespeare
and Co. (a hojelendária Casa Editora da americana Sylvia Beach), a
primeira edição de um livro destinado a alterar os rumos da ficção
moderna: o Ulysses, de James Joyce. Em 1923, o romancista irlandês
começava a escrever o Finnegans Wake1, que daí por diante apareceria
em parcelas, sob o título de Work in Progress (Obra em Progresso),
na revista internacional de vanguarda Transition, dirigida pelo poeta
EugèneJolas. Em 1923, Mário de Andrade escrevia a Manuel
Bandeira: "Osvaldo e Sérgio chegam em dezembro. Sérgio traz já
impresso o seu Oeil de Boeuf. Osvaldo traz um romance Memórias de
João Miramar — segundo me contam interessantíssimo,
moderníssimo, exageradamente de facção. Morro de curiosidade"2.
1

O título desse romance-poema pode ser traduzido livremente por Finnicius
Revém, incluindo a idéia de fime início, de velório ou vigília e de novo despertar, e,
de outra parte, incorporando sempre o nome de Finn, gigante da lenda irlandesa, cuja
ressurreição, segundo a mesma concepção fabulosa, poderia ocorrer assim que o país
dele necessitasse. Ver: Augusto e Haroldo de Campos, Panorma do Finnegans Wake,
Comissão de Literatura, São Paulo, 1962.
2
Mário de Andrade, Cartas a Manuel Bandeira,Organização Simões Editora,
Rio de Janeiro, 1958, p. 60. Oswald e Sérgio (Milliet) encontravam-se, àquela altura,
na Europa.

Memórias Sentimentais de João Miramar — datado de "Sestri
Levante / Hotel Miramare, 1923" — sai em 1924, dedicado a Paulo
Prado e Tarsila do Amaral, com capa desta última (Livraria Editora
Independência, São Paulo). Este o romance que Oswald de Andrade,
com inteira razão, chamou "oprimeiro cadinho de nossa prosa nova",
num artigo de 1943 ("Antes do Marco Zero"), republicado em Ponta
de Lança3. Este o livro fundamental, convertido em raridade
bibliográfica e praticamente desconhecido das gerações mais jovens,
que hoje — finalmente! — se reedita e se repõe em circulação,
passados quarenta anos de seu lançamento e dez anos de morte do
autor. Realmente, nem sempre se tem...
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