Liderancz

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LIDERANÇA E BOM-SENSO:
O SUCESSO DE UMA ADMINISTRAÇÃO
Prof. José da Consolação Oliveira *
O homem, animal dotado de qualidades biopsíquicas, ao retirar do mundo natural recursos para a sua comodidade, sem que o percebesse, deu início à construção de um mundo todo seu, ou seja, o mundo cultural. Neste mundo, para viver em harmonia, foram criadas normas de conduta e, para sua própria sobrevivência, teve o homem de aparar algumas arestas do comportamento, teve de eleger um líder, a principio, destemido e dotado de porte físico especial, que era o protótipo ideal para aquele momento e também indicativo de boa liderança. A experiência demonstrou, entretanto, que a aplicação das regras exigia mais do que a coragem, mais do que o porte físico destacado; exigia, também, que a esses qualificativos fosse acrescentada uma boa dose de bom-senso.
Que é bom-senso? Que é liderança? Diferentemente daquela época, hoje já temos condições de afirmar que, para tentar compreender o binômio liderançabom-senso é necessário uma incursão, ainda que perfunctória, nos meandros da caracterologia para que se possa entender que a palavra atividade não se refere ao comportamento de quem age muito, mas à disposição de agir facilmente, com a flexibilidade que as regras permitem ao agente. Assim, de acordo com os princípios da caracterologia, quase todos aqueles que lideram podem ser classificados de acordo com a combinação tríplice EmotivoAtivoPrimário e o EmotivoAtivoSecundário, sabendo-se que o primário se submete ao que acontece, o secundário, ao que aconteceu. A atividade do primário é sempre descontínua; a do secundário é coerente. A personalidade do primário é mutável e múltipla; a do secundário é integrada. Um vive para a fantasia, o outro para um sistema. Combinando-se os dois tipos, pode-se identificar o perfil de certos líderes. Têm-se, portanto, líderes autoritários e democráticos. Os autoritários querem sempre ampliar os poderes de que dispõem e usam, quer claramente,

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