Liberalismo Clássico

Páginas: 9 (2140 palavras) Publicado: 30 de maio de 2014
John Locke (1632-1704) é considerado o pai do liberalismo político e cria as bases filosóficas para o liberalismo econômico fundado por Adam Smith. Segundo este o governo não deve interferir na esfera privada da sociedade inclusive na esfera do mercado. Locke influenciou com a sua filosofia na Revolução Gloriosa Inglesa e na revolução norte-americana que proclamou a Independência dos EstadosUnidos. A constituição dos USA tem influência de suas idéias. Influenciou também filósofos iluministas franceses principalmente Voltaire e Montesquieu. Mas influenciou também Rousseau apesar das grandes diferenças entre eles.

Vejamos no que consiste o Liberalismo de Locke descrevendo algumas de suas teses mais importantes:

a) Locke defendia a tese de que o ser humano é naturalmente livre. Naausência de governo, reina a liberdade. O que caracteriza, portanto, o chamado “estado da natureza” é a liberdade – não (como pretendia Hobbes) a guerra de todos contra todos.
A tese da “liberdade natural” do ser humano se sustenta no argumento de que a liberdade não é um bem concedido por um governo, por uma autoridade civil, mas é inerente à própria natureza humana – e, portanto, inseparável dacondição humana. O homem é naturalmente livre – não naturalmente escravo, nem, muito menos, dividido em duas classes, a dos livres e a dos escravos. É isso que se quer dizer quando se afirma que o ser humano nasce livre – ou que foi criado livre por Deus.
É bom que se esclareça aqui que o “estado da natureza”  não é, para Locke, necessariamente um estado histórico, que tenha de fato existido eque possa ser localizado e datado. É um estado imaginado em contraposição ao estado em que existe governo e, portanto, uma sociedade civil. Na realidade, o estado da natureza nada mais é do que uma imaginada sociedade anárquica, sem governo.

b) A liberdade natural se expressa na forma de alguns direitos individuais básicos e inalienáveis: o direito à vida, o direito à liberdade, e o direito àpropriedade.
Na verdade, esses três direitos, no fundo, são um só: o direito à vida. O direito à vida é o reconhecimento de que cada um é proprietário único e inquestionável de seu próprio corpo e espírito (mente) – isto é, de si mesmo. A propriedade básica que o ser humano possui é a de si mesmo. É isso que significa o direito à vida.
O direito à liberdade é uma explicitação desse direito à vida –é o esclarecimento de que o indivíduo tem direito não só à sua integridade física mas à sua liberdade, que inclui o direito de se expressar como queira, de se associar com quem queira, de ir e vir como queira, de buscar a realização pessoal (a felicidade) como queira.
O direito à propriedade é também uma explicitação desse direito à vida: como é que posso ter direito à minha vida, e direito àliberdade, se não tenho direito à propriedade daquilo que é fruto de meu trabalho – daquilo que (no contexto do século XVII), não sendo de ninguém, é “apropriado” por mim na justa medida em que eu misturo o meu trabalho com algum elemento natural (em especial a terra). Aqui está a gênese da famosa teoria lockeana que vincula a propriedade ao trabalho exigido para transformar a natureza.
É precisoque se esclareça aqui, especialmente contra análises marxistas, que o fundamental, em Locke, é a liberdade, que é fundamentada na propriedade que todo indivíduo tem da própria vida. A propriedade dos frutos do trabalho é meio necessário indispensável de preservar a liberdade, sustentando a vida.
Locke não escreveu seus Dois Tratados exclusiva ou primariamente para defender a propriedade privada:escreveu-os para defender a liberdade – mas a defesa desta implica a defesa daquela.

c) Locke reconhecia, porém, que, na ausência de governo, ou seja, no “estado da natureza”, a liberdade de alguns – exatamente os mais fracos, os menos poderosos — não fica protegida. Defende, portanto, a existência do governo, desde que este tenha, como finalidade precípua, a garantia da liberdade de todos –...
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