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1. INTRODUÇÃO

O crescimento populacional é, no mundo hodierno, sem dúvida, um dos temas mais debatidos e as conseqüências dêste aumento um dos mais controvertidos.

No momento em que importantes decisões, que envolvem a política populacional, são discutidas tanto em países desenvolvidos como subdesenvolvidos, o esfôrço deverá ser concentrado no estudo, análise e investigação de caráter científico que possam superar a natureza apriorística e o nível emocional que, freqüentemente, dominam a controvérsia. As teses pró-natalistas e teses a favor do contrôle da natalidade se opõem, sem que se elaborem importantes distinções a respeito de fatôres como a densidade demográfica, os recursos naturais, as tendências das taxas de natalidade, o processo de urbanização, isto é, fatôres demográficos, econômicos, sociais e culturais que determinam a conveniência de opções políticas concretas, suscitando uma das mais agudas controvérsias de nossa época.

1.2 Crescimento populacional

O presente trabalho tem por objetivo, indicar a possibilidade de adoção de uma política populacional para os países subdesenvolvidos em geral e para o Brasil em particular. Para tanto, analisa-se o crescimento populacional e a transição demográfica ocorridos nos países desenvolvidos e subdesenvolvidos, bem como os principais fatôres econômicos e sociais que afetaram a mortalidade e fertilidade. Considera-se a situação da política populacional nos países subdesenvolvidos e a dimensão que a demografia pode ter na aplicação em saúde pública.

A fonte de dados secundários mais utilizada foi a das Nações Unidas e, a seguir, apresenta-se os principais resultados desta análise.

Apesar da dificuldade de se obter dados estatísticos fidedignos, o conhecimento geral do incremento populacional no passado apresenta-se bastante claro e a sua constatação serve de valioso marco de referência para a consideração do problema atual.

Durante a maior parte da história da humanidade, a população mundial

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