Leitura e gramática normativa: caminho para o desenvolvimento da competência comunicativa

Páginas: 12 (2833 palavras) Publicado: 24 de janeiro de 2013
LEITURA E GRAMÁTICA NORMATIVA: CAMINHO PARA O DESENVOLVIMENTO DA COMPETÊNCIA COMUNICATIVA

SILVA, Ítala Marta Nunes da;
ALMEIDA, Aline Barbosa de¹
UNEAL – Universidade Estadual de Alagoas

RESUMO
A preocupação dos grandes estudiosos da literatura em preservar a língua grega foi que deu origem por volta do século II a.C. a gramática nos moldes que a conhecemos. Para alcançar seus objetivosestes estudiosos (filólogos), resolveram descrever as regras gramaticais utilizadas pelos grandes escritores da época, as quais serviriam de modelo aos futuros autores, porém o que surgiu para uso estritamente literário passou a ser utilizado como um código de leis, regulando todo e qualquer uso linguístico, tanto escrito quanto falado. É neste sentido que se situa a problemática que envolve oensino do Português, pois este tem seu ensino baseado exclusivamente na gramática normativa. Uma explicação para essa postura perante o ensino de língua materna deve-se a fatores educacionais que vem embutido de uma série de preconceitos e mitos, como o de que “para falar e escrever bem” é necessário saber gramática, deixando fora deste processo da construção do conhecimento, a prática da leitura.Assim, buscar-se-á neste trabalho desmistificar tal mito e enfatizará a importância da leitura para a formação de leitores e escritores competentes.

Palavras-chave: Literatura. Gramática. Ensino. Mito. Leitura.

As abordagens apresentadas no presente trabalho têm por finalidade trazer à tona um mito linguístico. A palavra mito entre tantos significados possíveis representa, aqui, uma ideiafalsa. A temática analisada encontra-se no livro Preconceito Linguístico de Marcos Bagno mais precisamente no capítulo “É preciso saber gramática para falar e escrever bem”. O mito linguístico, apesar de não corresponder a realidade apresenta-se enraizado na mente da sociedade como uma verdade absoluta, porém o que se precisa é ser desmistificado à associação imprópria feita entre gramáticanormativa e Português, porque as práticas de ensino precisam acompanhar a evolução da sociedade e da própria língua, pois “toda língua além de variar geograficamente, no espaço, também muda com o tempo”. (Bagno, 2003). O português não é, ao contrário do que muitos pensam, um bloco compacto e sólido, algo uniforme, mas é composto por variedades.
O surgimento das gramáticas ocorreu na Grécia com oobjetivo, “de preservar na maior ‘pureza’ possível a língua grega”. A intenção era de criar algo que servisse de modelo para os futuros escritores grego, os estudiosos da época decidiram descrever as regras gramaticais empregadas pelos autores, assim surgiu à gramática, é importante destacarmos que nessa época ela estava voltada apenas para o uso literário. A grande problemática está na questão de quecom o passar dos anos o que foi criado para servir de regra apenas para a língua escrita literária passou a ser utilizada para regular todo e qualquer uso linguístico.
Desde seu surgimento já percebe-se o caráter altamente elitista e aristocrático da gramática, pois esta deixou de lado a língua falada, levando em consideração apenas o uso feito por uma minúscula parcela da população que sabiamler e escrever. Parafraseando Bagno pode-se dizer que essa atitude apenas vem mostrar o tipo de sociedade daquela época, onde poucos tinham acesso à leitura e era essa pequena parcela da população, que detinha o poder social e econômico. Por consequência, ditavam as regras do “certo” e do “errado”, do que era “bom” e do que era “mau” em todos os aspectos da vida social. O que se analisa é que nessesentido nada mudou na contemporaneidade, a classe dominante, ou seja, aquela que detêm o poder social, econômico e cultural e que ainda representa a minoria dentro da sociedade continua ditando as regras do “certo” e do “errado”, segundo seus próprios conceitos e impondo-os para o restante da população como algo pronto e acabado sem espaço para discussão.
O que nota-se é que como falou-se...
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