LEI SAY Acumula O De Capital E Demanda Efetiva

Páginas: 25 (6248 palavras) Publicado: 30 de abril de 2015
MIGLIOLI, Jorge. Acumulação de Capital e Demanda efetiva. Editora Queiroz – São Paulo.
 RESENHADO POR
JACKSON CARNEIRO VIANA (ECONOMIA/UFPI)
ACUMULAÇÃO DE CAPITAL E DEMANDA EFETIVA
Capítulo 1 – A longa Vida da Lei de Say
A Lei de Say não passava de uma concepção pretensiosa do economista francês Jean Baptiste Say passada adiante dentro do corpo da Economia Política Clássica por David Ricardo,que não apenas aceitou como procurou aplicá-la coerentemente nos estudos de certos problemas que a envolvia. E pela ajuda considerável de John Stuart Mill que a incorporou à economia neoclássica. Nem mesmo o nome de Say parece aplicável a tal lei, pois 1), segundo Marx, a idéia original seria de James Mill, pai de John Stuart, de acordo com o qual existe um “equilíbrio metafísico entre vendedores ecompradores” (MIGLIOLI, 1992, p. 10). 2), a idéia já estava presente em Adam Smith e 3), todo o prestígio que a referida lei gozou se deve a Ricardo, e depois a John Stuart Mill. Todo o desprezo de Keynes por Ricardo se deve ao fato de ele ser o responsável pela incorporação da Lei de Say ao corpo principal da Economia Política ortodoxa.
Mas se a Lei de Say foi tão prejudicial ao desenvolvimentoda Ciência econômica como poderia ganhar tamanha aceitação no campo da teoria e da Economia Política. As razões apresentadas por Kalecki são: 1) representar o interesse da classe capitalista; 2) confirmada cotidianamente pela experiência individual[1]; 3) o simples comodismo intelectual, que leva à rotina e a adoção acrítica dos princípios estabelecidos. Um exemplo é a própria lei de Say queinsistia em sobreviver mesmo quando cada vez mais agudas crises exigiam novas concepções. Ainda assim a Lei de Say exerceu importante influência sobre a formação da Economia Política por Ricardo o qual, seguido de John Stuart Mill, foi o teórico que mais conscientemente aplicou tal lei.
Capítulo 2 – Formulação e Significado da “lei”
A lei[2]: Conhecida como a “Lei de Say”, “Lei dos mercados de Say”, ou“Lei da preservação do poder de compra”, é mais conhecida pela seguinte afirmação: “a produção cria sua própria demanda”. Tal princípio atualmente é tido como válido para economias de produtores simples, mas a sociedade com que Say, Ricardo, Mill estavam lidando não era de economia simples, e sim, uma sociedade capitalista. Lembremos que o preço do produto pode ser decomposto em três partes: 1)custo dos meios de produção; 2) salários; 3) lucro dos capitalistas. E que o processo de produção física de um bem ou serviço é também geração de um determinado valor (preço) correspondente. Assim, cada produto corresponde a um dado valor (ou preço).
Ao vender uma mercadoria, o capitalista obtém um montante de dinheiro de igual valor. A idéia da Lei de Say é que toda venda gera uma compra de igualvalor. O montante da venda se distribui em meios de produção para manter o funcionamento da atividade, e compra de outros capitalistas para manter o seu consumo, e o pagamento de salários aos trabalhadores para que estes comprem bens de consumo, de forma que o a receita total se distribui em diferentes compras num valor total igual. No final tal processo se resume numa troca de produtos por produtos,no qual o dinheiro exerce um meio de troca no processo de circulação. Esse mesmo esquema pode ser montado pela dicotomia básica entre EMPRESAS E FATORES DE PRODUÇÃO, que vendem às empresas “os serviços de seus fatores”, recebendo em troca um pagamento (renda), que permite a compra de bens e serviços produzidos pelas empresas. Tal dicotomia cria fluxos reais e monetários que se apresentam iguais,ou seja, uma nova apresentação da Lei de Say. As rendas dos capitalistas e trabalhadores são trocadas pelas receitas das empresas. Assim, quanto mais as empresas produzem, mais maior será o volume de rendas, e conseqüentemente, maior será o volume de vendas das empresas, ou seja, a produção criará sua própria demanda.
A troca de produtos por produtos. Porque os produtos se trocam por produtos?...
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