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558 palavras 3 páginas
Tufano, Douglas. Antologia da cronica brasileira: de Machado de Assis a Lorenço Diaféria.São Paulo: Moderna, 2005.
Ética
“Parece que a policia vai ser reformada, Nos todos já andamos tão desconfiados desta historia de reformas, que , quando uma delas é anunciada, ficamos logo com a pulga atrás da orelha.” (p.40)
“Em todo caso, como a semana foi chocha, aproveitamos o domingo para conversar sobre cousas policiais. Aqui vai uma ideia que não e nova, que já tem sido muitas vezes aventada e discutida sem resultado pratico. Por que razão não aproveitaram os poderes públicos esta reforma policial par, de uma vez por todas, regulamentar as relações da policia com a imprensa?” (p.40)
“Um rapaz solteiro, amando um rapariga também solteira, acha que o casamento é uma tolice, e recorre a ele, leva seu amor a ultimas complicações. A moça reconhece, então que andou mal em prestar ouvido incauto as harmonias da guitarra do Don Juan e queixa-se a família. A família queixa-se a policia. A policia agarra o Don Juan por uma orelha, arrasta-o a uma pretoria e obriga-o a reparar o mal que fez. Que mais quer, que mais pode querer a Moral Publica? Bom é o que bem acaba...” (p. 41) “Mas não entende assim a imprensa. A imprensa, como se a solidez das instituições juradas e a paz do mundo dependessem desse banal incidente amoroso, corre sofregamente a policia, cobre de garatujas febris o seu block-notas, e, no dia seguinte o universo fica sabendo do sr. Fulano abusou da boa-fé da menina beltrana.” (p. 41)
“Mas, às vezes, a indiscrição e ainda mais absurda e ainda mais perniciosa. Trata-se, às vezes, de escândalos de adultério; e a policia solicitamente fornece a imprensa a relação minuciosa do caso, e os nomes de todos os comprometidos no escândalo e toda a serie de pormenores escabrosos.” (p.42)
“Já nada mais e respeitado pela fúria da reportagem. Que necessidade tem o publico de saber se fulano de tal, cidadão livre da livre América, podendo ter, em amor como em politica ou

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