Keynes - teoria geral - cáps 4 a 6

Páginas: 5 (1093 palavras) Publicado: 2 de outubro de 2012
John M. Keynes – Teoria Geral do Emprego, do Juro e da Moeda – Capítulos: 4 ao 6

Em seu livro II, Definições e Ideias, Keynes define alguns conceitos importantes para sua análise, mas os considera como uma “digressão”, que afasta do tema abordagem principal do livro, qual seja, confrontar as premissas adotadas pela escola clássica.
No capítulo 4, Keynes afirma que a escolha das unidades emuma análise econômica é importante, uma vez que “alguns economistas” se confundem e chegam a resultados confusos ou sem fundamentação real. O exemplo fornecido pelo autor é a mensuração da produção líquida, que é complexa devido a dificuldade de medir a adição liquida de equipamentos ao capital, assim como contabilizar a depreciação do capital (p. 48). Contudo, Keynes acha desnecessária apreocupação excessiva com esse infortúnio, visto que os “homens de negócios” tomam decisões sem se ater a esse ponto.
Voltando a sua teoria de emprego, o autor define a seguinte equação:
E = N * W,
sendo E a folha de salários, N a quantidade de empregos e W a unidade de salários. Esta última, para Keynes, é relevante para se analisar a quantidade de empregos na economia e a produção corrente. Alémdisso, ao concordar com a tese de produtividade marginal descrescente, afirma que a depreciação do capital é mais rápida que a expansão do emprego. Logo, a melhor forma de medir a produção liquida é referenciar essa variável ao número de horas de trabalho pagas e aplicadas ao equipamento (capital), ponderando as horas pela remuneração de cada trabalhador. Por fim, alega que através das principaisunidades, moeda e emprego, é possível construir a curva convencional da oferta, incluindo o custo de uso, explicado mais a frente.
No capitulo 5, Keynes trata da importância das expectativas na determinação de emprego e da produção. Segundo ele, como há defasagem entre a produção e o consumo, o produtor deve se basear nas suas expectativas econômicas para empregar um número N de trabalhadores erealizar Z de produção. Ademais, as expectativas se dividem em dois grupos:
1. Curto-Prazo: são aquelas que o produtor busca prever o comportamento dos preços dos bens finais, assim como valor desembolsado nos insumos.
2. Longo-Prazo: relacionados ao desempenho da economia como um todo. É essa expectativa que determina o montante de investimento do produtor.

Dessa forma, as expectativasde curto prazo dos empresários esbarram nas de longo-prazo dos outros indivíduos, isto é, os preços de bens finais vendidos por um produtor são afetados por decisões de investimento de outros produtores. Além disso, as decisões são feitas olhando para frente, sendo que previsões passadas são consideradas insignificantes. Os volumes de emprego, por sua vez, são determinados pelas expectativas hojee todos os “estados de expectativas” dos períodos anteriores. Por último, os eventos observados no momento da tomada de decisão influem na modificação das expectativas, sendo que, de forma geral, os empresários assumem que o resultado observado hoje se manterá no futuro (momento no qual os investimentos realizados chegam à maturidade).
No sexto capítulo, Keynes aborda os conceitos de renda,poupança e investimento. Inicialmente, são definidas algumas variáveis, como o custo de uso, custo dos fatores de produção, e a soma dos dois anteriores, custo primário de produção. O custo de uso incorpora a depreciação do equipamento utilizado e o investimento realizado para mantê-los eficientes. O custo dos fatores está relacionado ao custo da terra, trabalhadores, espaço de trabalho, nos moldesdefinidos pelos clássicos. O problema levantado por Keynes está no fato dos economistas clássicos não considerarem o custo de uso (ou considerarem nulo).
Dessa forma, a renda é definida como:
A – U, (1)
sendo A a produção agregada de bens e U o custo primário total. Essa definição esta focada sob o lado da produção.
De qualquer modo, a procura efetiva é um ponto na demanda agregada que...
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