Juventude e Política

Páginas: 10 (2368 palavras) Publicado: 18 de fevereiro de 2014
Tema: Juventude e Política

Dentro de um conjunto de circunstâncias históricas onde a maioria das pessoas estão desanimadas com a política, é incontestável que os jovens também dividem dessa percepção. Mas o que é política para os jovens? Em pesquisas realizadas¹ com jovens sobre este tema notar-se que, ao falar de política, a maioria afirma que não gosta. A palavra política se associa agoverno, a partidos... Ao explanar esta noção de política para a idéia de participação pública e coletiva, creio que muitos jovens não só gostam de política como têm uma forte participação inclusive maior do que em qualquer outro circulo social.
A participação dos jovens na vida pública de sua cidade/Estado/ país é fundamental, afinal, como parte de uma sociedade, ele tem responsabilidade sobre adireção que esta sociedade vai tomar. Deixa-se claro que isso não é responsabilidade apenas dos jovens, mas de todos. Às vezes joga-se nos ombros da juventude toda a responsabilidade pela modificação da sociedade. Existe a opinião de que, por serem jovens, os atos políticos idealizados por eles, sempre serão bons, pois visualizam o futuro, existe a esperança do novo, do moderno. Porém existem jovenspolíticos que possuem a mesma postura política de seus pais, ou avós.
Ao falar do tema da participação, não se ignora o conteúdo ideológico, não basta apenas a participação do jovem, mas como se dará esta participação e qual formação este jovem tem.
A primeira vez os adolescentes, entre 16 e 18 anos, puderam participar diretamente de uma eleição foi no ano de 1989. Durante a década de 80tornou-se comum a participação de jovens nas campanhas eleitorais estaduais e municipais fazendo “boca de urna”. Estavam ligados principalmente aos partidos de esquerda. Esses jovens voltavam a participar da vida política do país, depois de o radicalismo do movimento estudantil, da década de 70, ter provocado um distanciamento da maioria da juventude.
O direito de voto a adolescentes foi garantido pelaConstituição de 1988, mas só pôde ser exercido em 1989. Apesar de o voto ser facultativo, mais de 50% dos jovens nessa faixa etária compareceram naquele ano aos cartórios eleitorais para obter o título de eleitor. Isto significava, em termos absolutos, mais de três milhões de adolescentes, além dos jovens com mais de 18 anos.
Nas eleições de 89, quando se deu as eleições presidenciais, partedesses jovens que exerceram o seu direito de voto, optou pelo candidato e logo após presidente eleito, Fernando Collor, que representava os grupos da elite tradicional. E Foram esses mesmos jovens que tempos depois, mais precisamente no ano de 1992, quando surgiram as primeiras denúncias de corrupção do presidente, que se organizaram e saíram ás ruas em um movimento pelo impeachment.
Esses jovens,até então pouco politizados sentiram-se enganados e viram nesse movimento a saída mais viável de lutar contra essa “traição” e daí surge então o movimento dos “caras-pintadas”, movimento gerado por essa frustração com o cenário político do país naquele momento.
Os pais daqueles jovens não viam nos protesto algo negativo, mas
sim um exercício de cidadania, um movimento de classe média,suprapartidário e, portanto, acima do radicalismo dos grupos de esquerda, movimento saudável e organizado.
E qual era o perfil do jovem "cara-pintada"? Percebia-se que na maioria eram pertencentes às camadas médias, a maior parte dos estudantes secundaristas ou universitários pertence a essas camadas. E pode-se justificar esse predomínio da classe média por várias razões; Em primeiro lugar o fato de queexiste uma preponderância da classe média no meio estudantil, conforme já foi exposto e em segundo lugar, porque as manifestações ocorreram, em sua maioria, durante dias úteis, o que favorecia a participação de jovens que não trabalhavam, ou seja, oriundos das classes de mais posses.
Os rostos pintados de verde e amarelo, foram utilizados como uma demonstração de patriotismo. E para não serem...
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