Justiça

Páginas: 127 (31527 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014
A IDEIA DE JUSTIÇA

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A IDEIA DE JUSTIÇA

A IDEIA DE JUSTIÇA

AMARTYA SEN

A Ideia de Justiça

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A IDEIA DE JUSTIÇA

A IDEIA DE JUSTIÇA
AUTOR

AMARTYA SEN
TÍTULO ORIGINAL

The Idea of Justice
Copyright © 2009 by Amartya Sen
First published by Penguin Press an imprint of Penguin Books Ltd, 2009
TRADUÇÃO

Nuno Castello-Branco Bastos
REVISÃO

MadalenaRequixa
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317468/10
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Biblioteca Nacional de Portugal – Catalogação na Publicação
SEN, Amartya, 1933A ideia de justiça
ISBN978-972-40-4324-1
CDU 330
340
304

A IDEIA DE JUSTIÇA

Em memória de
JOHN RAWLS

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A IDEIA DE JUSTIÇA

A IDEIA DE JUSTIÇA

ÍNDICE
Prefácio

9

Agradecimentos

25

Introdução – Uma Perspectiva da Justiça

35

PARTE I
As Exigências da Justiça
1. Razão e Objectividade

71

2. Rawls e para lá de Rawls

97

3. Instituições e Pessoas

125

4. Voz e EscolhaSocial

141

5. Imparcialidade e Objectividade

173

6. Imparcialidade Fechada e Aberta

185
PARTE II

Formas de Racionalidade
7. Posição, Relevância e Ilusão

223

8. A Racionalidade e os Outros

247

9. A Pluralidade das Razões Imparciais

273

10. Realizações, Consequências e Agência

291

PARTE III
Os Materiais da Justiça
11. Vidas, Liberdades e Capacidades

31112. Capacidades e Recursos

345

13. Felicidade, Bem-Estar e Capacidades

365

14. Igualdade e Liberdade

391

7

8

A IDEIA DE JUSTIÇA

PARTE IV
Argumentação Pública e Democracia
15. A Democracia como Racionalidade Pública

425

16. A Prática da Democracia

447

17. Direitos Humanos e Imperativos Globais

469

18. A Justiça e o Mundo

509

Notas

543Índice Onomástico

571

Índice de Matérias

581

A IDEIA DE JUSTIÇA

PREFÁCIO
«No pequeno mundo em que as crianças vivem a sua existência», diz Pip no livro Grandes Esperanças, de Charles Dickens,
“nada há que seja mais finamente percebido e sentido do que a
injustiça»1. Quer-me realmente parecer que Pip tem toda a razão:
depois do seu encontro humilhante com Estella, acorreu-lhevivíssima a memória de como, enquanto criança, ele fora alvo de
uma «coacção caprichosa e violenta» às mãos da sua própria irmã.
Mas esta aguda percepção da injustiça evidente é algo que também
acontece nos seres humanos adultos. O que nos toca, e é razoável que
o faça, não é o darmo-nos conta de que o mundo fica aquém de um
estado de completa justiça – coisa de que poucos têm esperança –,
mas ofacto de que, à nossa volta, existam injustiças manifestamente
remediáveis e que temos vontade de eliminar.
Na nossa vida do dia-a-dia, isto torna-se muito claro diante de
iniquidades ou subjugações de que possamos ser alvo e das quais
tenhamos boas razões para nos podermos ressentir; mas é algo que
também verificamos quando procedemos a um mais amplo diagnóstico da injustiça que se podeencontrar nesse mundo mais vasto em
que todos vivemos. Parece razoável admitir que nem os parisienses
teriam invadido a Bastilha, nem Gandhi teria desafiado esse império
em que o sol não se punha, nem Martin Luther King teria combatido
a supremacia branca nessa land of the free and the home of the
bravent, se não fosse a sua percepção da existência de injustiças
evidentes que podiam ser...
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