Jusnaturalismo- Antígona

867 palavras 4 páginas
Jusnaturalismo – Antígona Antígona é um livro que conta a história de uma jovem, de mesmo nome, que luta contra uma lei imposta por um tirano (seu tio), que proíbe o sepultamento adequado a um de seus irmãos que foi morto em batalha, porque, de acordo com essa lei, toda e qualquer pessoa que fosse considerada criminosa na cidade de Tebas, teria seu corpo, ao morrer, exposto à decomposição sem direito a honras fúnebres ou a qualquer outro tipo de sepultamento. E como seu irmão foi morto numa guerra com objetivo de dominar a cidade de Tebas, foi considerado criminoso pelo seu tio, Creonte. Logo, enquanto um de seus irmãos, Etéocles, foi enterrado de acordo com os costumes e a lei, já que ele lutava por Tebas, ou seja, pelo governo vigente, seu outro irmão, Polinice, que era considerado um ‘’rebelde’’ e buscava a dominação de Tebas, por meio da guerra, ao morrer, teve seu copo deixado exposto na cidade, sofrendo decomposição, para que todos pudessem ver, como se fosse uma punição e um aviso a todos que tentassem enfrentar o poder vigente, o que é totalmente desrespeitoso com os costumes e os princípios gerais da época, mas era de acordo com a lei. Aí entra um dos pontos chave da obra, que é, justamente, o conflito entre obedecer às leis positivistas (conjunto de leis feitas pelo estado) ou obedecer às leis da ‘’natureza’’, o direito natural em si, Antígona escolhe obedecer às leis em que ela sempre acreditou serem as mais justas, que são as leis do direito natural, ou seja, um sistema de normas que independe do direito positivo, o direito natural pode vir da concepção das pessoas sobre direitos inerentes aos seres humanos, dos deuses, ou da racionalidade dos seres humanos, do bom senso, que para ela são leis universalmente aceitas, enquanto sua irmã, Ismênia, num primeiro momento, prefere seguir as leis positivistas, tanto por medo, quanto por respeito às leis impostas em si. O livro deixa bem claro

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