Jovens e educação – cultura, subversão e resistência.

Páginas: 16 (3986 palavras) Publicado: 31 de julho de 2013
Jovens e educação – cultura, subversão e resistência.



Stelamaris Rosa Cabral

Sônia Lucas















Rio de Janeiro
2013

EIXO TEMÁTICO: REDES EDUCATIVAS, COTIDIANOS E PRÁTICAS CULTURAIS: TRANSFORMAÇÕES E SUBVERSÕES NA ATUALIDADE.

Jovens e educação - cultura, subversão e resistência.



Resumo

O trabalho que apresentamos considera a temática das“Violências nas escolas” fundamental nas discussões sobre educação na contemporaneidade, principalmente no âmbito das pesquisas educacionais. A juventude como categoria de análise, corrobora como eixo central para essas discussões, que nos remete a questionamentos sobre resistências e subversões como resposta às tensões culturais que caracterizam os cotidianos escolares na atualidade. Ao analisar as condiçõeshistóricas, econômicas e políticas da escola frente a esse desafio, nos deparamos com autores que aprofundaram as grandes temáticas do século XX como: Foucault (2008), Mèszaros (2005), Santos (1995), Maffessoli (1987) Certeau (1994) e que nos auxiliam na compreensão das causas e dos efeitos de tal problemática. Das relações de poder às suas resistências, das ideologias às suas consequências, dacultura escolar às culturas juvenis, dos desafios e embates da prática docente até o recorte desse estudo. Aprofundar os estudos sobre as imagens e o cotidiano que atravessam esses diálogos, interessa a todos que se esforçam no campo acadêmico no intuito de desvendar e revelar verdades ainda não traduzidas aos nossos olhos. Nosso olhar de pesquisadoras está aguçado pela nossa prática docente enossas inquietações.

Palavras chave: Violências nas escolas, juventude, resistência, subversão.









Jovens e educação – cultura, subversão e resistência.
Stelamaris Rosa Cabral
Sônia Lucas

As concepções que permeiam a escola e a violência ao longo da história e na contemporaneidade afirmam-nas como opostas e antagônicas. Nos postulados da pedagogia e da sociologia da educação,a escola é considerada o locus privilegiado de disseminação do conhecimento historicamente construído e constitui-se como um espaço de socialização, respeito e tolerância, sendo a violência um elemento alheio e insustentável em seu interior. Pelas suas especificidades e consequências, as violências deformam o ambiente de aprendizagem no cotidiano escolar, além das práticas educativas que devempromover a socialização. Com isso, fica difícil o diálogo entre seus atores.
Na atualidade, o tema “violência nas escolas” é apontado em relatos constantes nos noticiários, debatidos em programas de TV e nos jornais de ampla circulação, tanto do estado do Rio de Janeiro como de todo o Brasil e do mundo, além de ser tema constante das conversas nas salas de professores, assim como nas falas de paise de alunos. As escolas, por sua vez, vêm adotando medidas para manter a segurança no seu interior, como câmeras de circuito interno, detector de metais, seguranças nos corredores, portões cada vez mais fortes e sempre bem controlados e, em alguns casos, até a guarda municipal nos corredores. A escola parece se transformar em prisão que, segundo o pensamento foucaultiano, passa a atingir oindivíduo em seu corpo, em seus gestos .

É interessante trazer uma breve análise sobre a escola, na condição de instituição disciplinar, reprodutora de poderes controladores por meio dos saberes sociais e com a responsabilidade de formar os indivíduos nas sociedades modernas a partir da combinação entre vigilância e punição, no intuito de dominar e controlar, como uma espécie de instituiçãopanóptica. Outros aspectos característicos dessas duas instituições disciplinares, a escola e a prisão, ainda nos possibilitam comparações. São as disposições físicas dos edifícios, das escolas, com suas salas de aula; como os prédios das prisões, com suas celas. “O próprio edifício da Escola devia ser um aparelho de vigiar; os quartos eram repartidos ao longo de um corredor como uma série de...
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