Jos Leite Vasconcelos ficha de leitua trabalhsfeits

567 palavras 3 páginas
Disciplina: História da Antropologia Portuguesa

Ficha de leitura: VASCONCELOS, José Leite (1996), Signum Salomoni. A figa. A barba em Portugal, Lisboa: Dom Quixote, pp.267-383.

Palavras-chave: 1) Barba; 2) Simbolismo; 3) Cultura popular; 4) Filologia; 5) História;
6) Etnogénese; 7) Etnografia comparativa

Resumo:
José Leite de Vasconcelos, ao longo destes capítulos, quer demonstrar a importância barba, fazendo assim uma comparação entre a etnografia e a história. “ Dá-se

o nome de barba à porção do sistema piloso que se observa no indivíduo do sexo masculino, depois de púbere, e lhe cobre mais ou menos os lados do rosto, a superfície exterior dos beiços, o mento, e a parte ântero-superior do pescoço” (1996:267). Numa primeira fase, o autor, tenta demonstrar todo o simbolismo e as diferentes interpretações que estão por detrás da barba. No homem, a barba é considerada o “…apanágio do sexo forte..” (1996: 267) demonstra honra e virilidade, por outro lado numa mulher, é considerado como algo “não natural” e cria um certo descontentamento e desgosto “ … a mulher barbuda ou é bem boa, ou bem danada” (1996:279); “… Algumas destas mulheres costumavam cortar a barba, por a julgarem incómoda ou desagradável” (1996:283).
Contudo, José Leite Vasconcelos comprova que não há nenhuma freguesia em Portugal que não tenha mulheres com barba, devendo-se assim a factores externos como a gravidez, idade e

esterilidade.

Numa segunda fase, o autor, constata que existem diferentes denominações da barba de acordo com as diferentes regiões do país e as áreas que esta ocupa na cara, sendo as mais usuais suíças, bigode, mosca e pêra. Ao verificar este facto, José Leite
Vasconcelos, dá exemplos do uso da barba em Portugal desde a Idade Média até aos nossos dias, cobrindo assim um vasto leque de classes (realeza, eclesiástica, militar e civil).
No seu último capítulo, o autor, demonstra como o crescimento da barba está ligado ao sobrenatural e à crença em certas superstições “… Tu não

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