Joao Pedro Marques Magalhaes

Páginas: 14 (3296 palavras) Publicado: 29 de novembro de 2014
Evolução das poupanças interna e externa na formação do
investimento no Brasil, com forte predominância da primeira.
A trajetória da poupança interna foi crescente até o início da década de noventa quando sofreu uma brusca queda na crise econômica, no início do Governo Collor. Com a implementação do Plano Real, o consumo foi favorecido e a poupança interna sofreu nova redução. Já a poupançaexterna experimentou, entre 1995 e 2000, um ingresso líquido da ordem de 2% do PIB. No entanto, como a poupança interna fora reduzida para 15% o nível de investimentos ficou em 17% do PIB, bem abaixo do nível de 20% do início da década oitenta.
Este acréscimo de recursos externos que aconteceu no Brasil, como em outros países da América Latina que adotaram a chamada abertura econômica, resultou emimediato alívio da pressão sobre a balança de bens e serviços que ela possibilitou. Houve muita expectativa de que esse aporte de recursos externos gerasse o crescimento. No entanto, particularmente após o Plano Real houve um estímulo ao consumo que, aliado ao controle da inflação, trouxe popularidade ao plano, mas não o crescimento.
Analogamente ao que já havia acontecido na época do “milagreeconômico” do regime militar, os anos de entrada de recursos externos cobraram seu preço nos anos seguintes. Isto fica evidente na Figura 3 onde é mostrada a evolução, em dólares de 2006, da poupança externa acumulada ao longo do tempo.

Poupança externa acumulada ao longo do período 1947 a 2007 mostrando, a partir de 1970, dois grandes ciclos de entrada e saída da poupança externa com resultadoacumulado de - 230 bilhões de dólares de 2006.
Entre 1947 e 1970, o fluxo acumulado de recursos externos foi praticamente nulo. Nos anos setenta, a poupança externa foi financiada por empréstimos que fluíam com facilidade no sistema financeiro internacional. O choque nos preços de petróleo em 1979, a queda no preço do commodities e o choque de juros nos meados da década de oitenta agravaram aherança da dívida resultante do aporte de capital externo. Os dados da Figura 3 mostram que o fluxo positivo até 1982 foi de 91 bilhões de dólares e que entre aquele ano e 2004 houve uma remessa líquida de recursos ao exterior de 234 bilhões de dólares. A saída de recursos foi mais de duas vezes e meia a entrada. No ano de 1994, o resultado líquido acumulado era negativo em 143 bilhões.
Nos anosnoventa, iniciou-se outro ciclo de entrada da poupança externa financiada desta vez por investimentos diretos e “em carteira”. Estava sendo acumulado, no entanto, um passivo externo na forma de investimentos que mostraram ser de alta volatilidade. As crises econômicas da Rússia, da Argentina e da Ásia vieram agravar a cobrança desse passivo que, após a crise de 2001, sofreu o impacto da alta dejuros internos e da cotação do dólar. Note-se que o passivo externo, representado pelos investimentos diretos e em carteira, é mais difícil de contabilizar do que a dívida externa, já que a taxa de remuneração desses investimentos só pode ser contabilizada na medida em que são remetidos os dividendos ou feitas retiradas das aplicações em carteira. ntre 1994 (Plano Real) e a crise de 2001 houve umaentrada líquida de 105 bilhões de dólares a valores de 2006. A partir de 2002 foi invertido o fluxo de recursos externos e, até o final de 2007 (valores preliminares), foram remetidos 169 bilhões de dólares.

Estoque de Capital (K) e PIB, onde se pode observar a mudança ocorrida a partir de 1973 quando K passa a crescer mais rapidamente que o PIB.
O estoque de capital segue aproximadamente o PIBaté o ano de 1962 (um dólar de estoque de capital gerava cerca de 0,9 dólar de PIB). Com a crise político-militar de 1963/64, houve uma queda no PIB, mas a evolução do produto seguiu “paralela” à do estoque de capital. Foi a partir de 1973 (início do milagre econômico) que o estoque de capital e o produto passaram a ter comportamentos divergentes com redução da produtividade de capital, como é...
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