Introdução gestalt terapia

Páginas: 12 (2938 palavras) Publicado: 30 de maio de 2012
TEXTO 1
RODRIGUES, H. E. Introdução à gestalt-terapia: conversando sobre os fundamentos da abordagem gestáltica. Petrópolis: Vozes, 2000

INTRODUÇÃO À GESTALT-TERAPIA
O método conhecido na filosofia como “fenomenologia”, é o modelo sobre a qual se baseia a atitude psicoterápica da Gestalt-Terapia.
É importante ressaltar que uma comparação entre modelos psicoterápicos é algo que pode gerarmuitos enganos. A “Gestalt-terapia”, ou “Psicanálise” ou “Behaviorismo”, ou outras abordagens quaisquer, literalmente não existem, não tem concretude que permitam uma comparação. São todas construções teóricas. O que existe de concreto é a prática de cada profissional, em cada abordagem. A relação terapêutica é a mais importante característica que está em jogo diante da decisão sobre a melhorterapia para cada um. E com certeza, todas estas abordagens apresentam uma preocupação com o ser humano, sua integridade e bem-estar. Todas querem, dentro de sua particular forma de encarar o ser humano, contribuir para a saúde do indivíduo.
O objetivo da GT é que o terapeuta possa ter uma teoria, que faça com que a pessoa encontre ela mesma, as explicações sobre si própria. Que além de “obterexplicações”, ela realmente possa “se compreender” e atingir sua plena autonomia. O terapeuta possa ajudá-lo a chegar às suas próprias conclusões sobre isso, e ajudá-lo exatamente a compreender o que o impede de alcançar o que almeja. Como também, ajudar o paciente a manter o contato consigo mesmo e com o seu mundo, em uma atitude não pré-julgativa, mas descritiva (atitude fenomenológica), de maneiraque este pudesse apreciar o mundo que o cerca neste momento presente, e compreender como está sua relação com este mundo, o que ele percebe nele, o que precisa e os meios para obter isso. Em resumo, é dar mais importância ao ser humano e ao que ele precisa do que dar importância ao que eu acho dele.

Capítulo II - Fundamentação filosófica
Uma das principais bases filosóficas sobre a qual a GTse apóia e de onde emergem suas formas de fazer é a fenomenologia. Daí Husserl, faz da fenomenologia um método para a busca da verdade, porém partindo de um questionamento básico, que é o “como podemos perceber a verdade?”. Husserl percebeu que antes de perceber “a verdade” ou perceber “qualquer coisa”, ele percebeu que percebe e que, ao assim fazê-lo, concluiu que o ato mais originário é o ato de“perceber o percebido”. Só é possível perceber algo simultaneamente ao fato de haver algo para que possa perceber. O “eu” percebedor só existe em função recíproca (ou seja, uma existe em função da outra) com o “algo percebível”. Mas, sendo este “algo percebível” uma função determinada pela consciência que percebe, logo teremos diferentes formas de perceber a realidade.
O perceber/percebido não épassível de subdivisões, isto implica dizer que não há como separar “observador” e “objeto observado”. Aquilo que observo – o observado – forma uma unidade comigo, o observador. Quando nos detemos ao descrever o observado, na verdade estamos descrevendo a nossa relação com o observado, ou seja, descrevemos uma parte de nós mesmos. O que descrevo, diz um pouco de mim. O sentido das coisas não estánas coisas em sim, mas no que sobressai em cada relação observador/observado. Assim, a lua que inspira poesia em um, poderá inspirar medo em outro. Precisamos saber o mundo de cada um, ou como cada um vê o mundo.

Capítulo III – Pensamento linear X teoria de campo, holismo e ser-no-mundo
A melhor maneira de conhecer a GT é ter uma experiência direta com esta abordagem; vivenciá-la, para que aideia do todo possa ser experimentada. Sempre nos acostumamos a lidar com as coisas sob alguma espécie de ordem, fincando nossa consciência sobre um concreto chamado “tempo” dividido em três camadas: passado, presente e futuro. Pois apenas conseguimos agir, pensar em termos destes três planos; o que fomos, o que somos, o que seremos. A questão descritiva é tão importante para GT, como é para a...
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