- Introdução: Cinema e Ensino de História, uma Questão de “Longa Data”

Páginas: 5 (1131 palavras) Publicado: 1 de novembro de 2014
HYPERLINK "http://portallutadeclasses.blogspot.com/2010/01/nelson-werneck-sodre-um-marxista.html" Nelson Werneck Sodré, um marxista pioneiro e controvertido

Extraído de: REIS, José Carlos. As identidades do Brasil: de Varnhagen a FHC. 8ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FVG, 2006.
Nelson Werneck Sodré, militar, professor da Escola de Comando e Estado-Maior do exército de 1948 a 1950, diretor doDepartamento de História do Instituto Superior de Estudos Brasileiros (ISEB) desde a sua fundação até sua extinção pelo Golpe de 1964, é autor de vasta e variada obra, produzida entre 1938 e 1980. Escreveu sobre a história da literatura brasileira, sobre a história da imprensa brasileira, sobre a história militar do Brasil e, sobretudo, escreveu várias obras importantes sobre a história brasileira,entre as quais se destacam Introdução à revolução brasileira (1958), Formação histórica do Brasil (1962), As raízes da independência (1965) e História da burguesia brasileira (1964). Nossa análise da sua interpretação do Brasil tomará como base a sua História da burguesia brasileira e o texto "Modos de Produção no Brasil", que apareceu no livro Modos de produção e realidade brasileira, organizadopor R. A. Lapa (1980), no qual ele retoma as suas teses sobre o Brasil, formuladas nos anos 1950-60, treplicando aos seus críticos (Konder, 1991). (...) (pág.145)
N. W. Sodré, o PCB e a História do Marxismo no Brasil
N. W. Sodré é o teórico marxista mais importante dos anos 1950, embora não fosse o único historiador marxista importante. Ele será tomado aqui como teórico do PCB, do seu projeto de"revolução brasileira" e, portanto, ligado à tradição do redescobrimento do Brasil. Aquele povo quase sem consciência capitanial, que levara Capistrano ao ceticismo; aquele povo miscigenado, que levara as elites luso-brasileiras a excluí-lo da vida social e política e ao ceticismo quanto ao futuro do Brasil; aquele povo conquistado, colonizado, escravizado, estuprado, violentado, castigado,capado e recapado, sangrando e ressangrando, oprimido e excluído, aquele povo de filhos de escravas e índias e de brancos pobres, agora, em 1950, cultiva o sonho de redescobrir o seu país, impondo-se às elites brancas, suas descobridoras e conquistadoras, e rompendo com a dominação imperialista. Aqueles mestiços sonham com a liderança, com o poder interno, acompando da emancipação externa, da autonomianacional e do socialismo, que as elites brancas não puderam, não souberam ou não quiseram realizar. (...) (pág. 147)
Entre 1922 e 1964, o marxismo foi a teoria social que deu uma voz vigorosa, através do PCB, ao chamado povo brasileiro. Uma voz, entretando, mais vigorosa do que rigorosa. O marxismo que desembarcou no Brasil, em 1922, não foi o original alemão e marxiano, mas o"marxismo-leninismo" soviético. Os revolucionários brasileiros de então eram mais corajosos, vigorosos e contundentes do que lúcidos teoricamente. Estavam mais possuídos pela teoria, dominados por uma lógica incontrolável, absoluta, do que seus utilizadores, seus possuidores e controladores. A recepção de Marx foi problemática. O marxismo que chegava já era uma doutrina sistemática e dogmatizada, e o ambiente que oacolheu, dominado pelo positivismo e pelo catolicismo exacerbados, também era sistemático e dogmatizado. Aqui, o marxismo-leninismo se supercristalizou, e os seus portadores se sentiam super-homens, demiurgos da história a partir de um zero temporal, ignorando as resistências do passado (Konder, 1988).
Entretanto, afirma Quartim de Moraes, a característica mais notável do pioneirismo intelectualcomunista no Brasil é o seu estilo contraditório: uma teoria dogmática levou a algumas observações pertinentes sobre a dinâmica objetiva do processo histórico brasileiro. Apesar do seu dogmatismo, os intelectuais brasileiros analisaram o Brasil com mais lucidez do que os intelectuais das classes dominantes, liberais e culturalistas. O dogmatismo era necessário: a teoria tornava-se arma de...
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