Introdução ao Desenho Urbano no Processo de Planejamento – Vicente Del Rio

Páginas: 11 (2528 palavras) Publicado: 29 de maio de 2014
- CÁPITULO 1 Os anos 60: contexto para mudanças disciplinares
• Na década de 60, logo após a violenta e degradante (também na questão ambiental) II Guerra Mundial, que iniciaram as primeiras críticas e protestos sobre a qualidade do ambiente urbano; reivindicavam a reposição de áreas destruídas na guerra ou consideradas ‘deterioradas’ ou em decadência;
• Nos países de primeiro mundo,principalmente nos EUA, a classe média migrava para as cidades-novas onde tudo era planejado para o conforto; em contrapartida grandes áreas centrais se encontravam em situação de esvaziamento habitacional e comercial, os grupos menos favorecidos ocuparam esses locais deteriorados e abandonados e se formam os guetos e cortiços;
• Ignorando a população, seus valores e a estrutura existente, inclusivepatrimônios históricos, iniciam-se grandes intervenções do poder público, de modo a viabilizar os mercados mobiliários e financeiros nessas áreas centrais – o governo comprava os prédios em situação de abandono e revendia a empreendedores dispostos a construir de acordo com que o poder público achava desejável;
• Com a remoção dos grupos de baixa renda e minorias étnicas, surgiram ondas de protesto e‘lutas urbanas’, o que chamou atenção da opinião pública, da imprensa e também de estudiosos que passaram a criticar o modo de planejamento da época, seu distanciamento do mundo real, e o produto de suas intervenções, comprovando a importância dos valores e das relações sociais para os bairros de baixa renda e novas posturas profissionais passaram a ser adotadas.
• Na década de 60 o mundo despertoupara a questão do patrimônio histórico, para os valores tradicionais, a produção vernacular, as culturas alternativas e uma maior consciência dos excessos do consumismo. O vernacular define-se como a linguagem, técnicas e valores transmitidos tradicionalmente na cultura de um determinado grupo social, sem sofrer maiores influências externas. A chamada corrente Neo-Vernacular se popularizou, pelofácil consumo de símbolos, apelando para o "rudimentar" ou o "rústico".
• A arquitetura Pós-Moderna que, em seu estado mais válido e original, tenta uma recuperação e reinterpretação de símbolos e linguagens tradicionais ou populares, ignorados pelo modernismo. O público em geral consumiu facilmente o Pós-Modernismo, talvez por seu fácil apelo a símbolos já aceitos pela classe média.
• Ao mesmotempo em que surgem as correntes Vernacular e Pós-Modernista em prol dos valores e melhorias nas condições de vida da comunidade, verificava-se um forte questionamento da própria noção de progresso e de desenvolvimento. Surgiam os grupos de defesa do meio ambiente, a ecologia se impunha como ciência necessária à própria sobrevivência da nossa espécie.
• A sociedade e os grupos de defesa do meioambiente se institucionalizariam e passariam a ser consultados e a ter voz ativa na administração e no desenho das cidades;
• Foi no fim dos anos 60 que teóricos e técnicos começaram a se conscientizar da escala do problema habitacional e a importância da autoconstrução, autoajuda e mutirão no Terceiro Mundo. TURNER defendia o potencial da autoconstrução e dos processos por mutirão se dirigidos eapoiados pelo Estado. A ideia básica seria a institucionalização de processos participativos em habitação, maior autonomia local e o Estado agindo como provedor de condições não passíveis de serem conquistadas pelas comunidades como programas de financiamento, transporte coletivo, assistência técnica, acesso à terra etc.
• Também foi nos anos 60 que apareceram as primeiras críticas ao que erapreconizado pelo Movimento Moderno para a Arquitetura e o Urbanismo. Moradores e usuários de instalações modernistas estavam descontentes em termos estéticos, de conforto ambiental, com os aspectos econômicos e funcionais.
• Quanto a arquitetura, a crítica era com relação à própria postura ideológica e conceitual dos arquitetos, cujos protestos ignoravam as condições específicas do contexto...
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