Infância

Páginas: 5 (1016 palavras) Publicado: 12 de abril de 2014
Resumo
O texto Infância de Philippe Ariès, conta a história da criança nos períodos da Idade Antiga, Idade Média e Idade Moderna mostrando as grandes mudanças causadas nesse tempo, isto é, as concepções que as crianças tinham na antiguidade, que são concepções totalmente contrarias da atualidade. Philipe Ariès, nos mostra com clareza em seu texto cada uma das devidas passagens nos períodos davida da criança, mostrando desde os descasos até a supervalorização da mesma. Na Idade Antiga os principais pontos destacados era a forma em que acontecia o elevare, onde a criança tinha vida duas vezes, quando saia do ventre materno e quando o pai reconhecia do chão, por sua vez os laços sanguíneos não era tão importante, as crianças não reconhecidas eram mortas (infanticídio), uma prática legalque era aplicada aos filhos indesejados, tanto filhos de escravos quanto filhos de uma família nobre, diante dos anos se passando, o casamento adquiriu uma dimensão moral e psicológica. Passando da Idade Antiga para Idade Média nesse período de transição, a fertilidade passa ser valorizada enquanto o infanticídio deixa de ser uma prática legal, as famílias passam a ser aliadas garantindo o poder,isto é, garantia pelos laços sanguíneos ou primogênitos, as mulheres por sua vez é tida como moeda de troca, quanto mais numerosa a família mais mão de obra, criança vista como mini adulto com tarefas e obrigações a ser realizada. Logo ao iniciar a Idade Moderna, surge um novo sentimento frente às crianças, sentimento Bifronte: afeto e severidade a criança passa a ser respeitada saindo do anonimatodessa forma se tornando uma promessa para o futuro. Com os aspectos apresentados nesses períodos históricos por Ariès, podemos observar que as crianças vêm se tornando fundamental para dar continuidade à sociedade e conquistando seu devido espaço de criança frente familiares e a sociedade, podendo assim ter, um desenvolvimento melhor nas etapas da vida (infância, adolescência e adulto).Citações
[...] o infanticídio tornou-se um crime. É proibido expor os recém-nascidos, os quais são rigorosamente tutelados pela lei, a lei da Igreja e a lei do Estado. Os infanticídios e os abortos são severamente condenados e perseguidos em juízo. (ARIÈS, p. 1997, p.363).
Na realidade, o infanticídio durou muito tempo sob formas vergonhosas, nas quais se verificam sobrevivência dos tempos em que aexposição era ainda admitida. A criança desaparecia, vitima de um acidente que não fora possível evitar: caía na lareira acesa ou dentro de uma bacia sem que ninguém tivesse conseguido tirá-la a tempo. Morria sufocada na cama onde dormia com os pais sem que estes se dessem conta. (ARIÈS, p. 1997, p.363).
No imenso esforço para evangelizar os campos, empreendidos pelas abadias beneditinas e seuspriorados, com a fundação de paróquias dos capítulos, depois prosseguido com a sua pregação das ordens mendicantes, o baptismo dos recém-nascidos tornou-se uma das funções importantes do padre, uma razão para colocar nas proximidades a fim de que possa chegar a tempo em caso de urgência, porque os laicos se mostravam relutantes a administrar eles mesmo o sacramento. O batipmos colectivo e por imersãotornou-se individual e por aspersão e devia fazer-se o mais cedo possível após o nascimento.
A insistência da Igreja neste ponto [...] demonstrava a importância que atribuía à criança. (ARIÈS, p. 1997, p.366).
Antigamente os historiadores pendiam ou a admitir que a sensibilidade à infância nunca se modificaria, que era um elemento permanente da natureza humana, ou que remontava ao século XVIII,época das Luzes. Hoje sabe-se que ateve uma gestação lenta e gradual, que emergiu lentamente na segunda parte da Idade Média, a partir do século XII-XIII, que se impôs desde o século XIV com um movimento em continuo progresso. (ARIÈS, p. 1997, p.366).
[...] Toda a história da infância do século XVIII aos dias de hoje é constituída pela diferente dosagem de ternura e severidade. (ARIÈS, p. 1997,...
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