Iluminismo: razão, progresso e liberdade

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No início do século 18, o cientista francês Bernard de Fontenelle escreveu que aquele seria um século que se tornaria mais iluminado dia após dia, a ponto de que todos os séculos anteriores pareceriam pura escuridão. A previsão de Fontenelle não só se confirmou como no fim dos anos 1700 o filósofo Immanuel Kant enxergou aquele período essencialmente como o momento histórico em que o ser humano superou a superstição e a ignorância. Esse otimismo intelectual era uma das principais características do Iluminismo.
Cerca de dois milênios após o surgimento da filosofia na Grécia antiga, o Iluminismo voltou a colocar a razão acima de tudo. Os filósofos gregos foram os primeiros a explorar o uso da razão como forma de conhecer o mundo. Durante o domínio do Império Romano esse legado da cultura grega foi preservado e ampliado para outras áreas como o direito. Mas o advento do Cristianismo mudou isso. Apesar de usar da herança filosófica greco-romana, os pensadores cristãos fizeram a razão se subordinar às verdades e revelações espirituais da cristandade, numa doutrina filosófica que ficou conhecida como escolástica, desenvolvida por Santo Agostinho e São Tomás de Aquino.
Durante a Idade Média, que se estendeu do fim do Império Romano no Ocidente até a ascensão das monarquias nacionais e o início da era das grandes navegações, o poder e a influência intelectual e política do Cristianismo na Europa, que priorizava a fé e a salvação das almas, prevaleceu sobre qualquer questionamento do universo físico. Com isso a razão e o conhecimento como conquistas da Antiguidade submergiram sob a autoridade monolítica da Igreja Católica que se estendeu por praticamente toda a Europa. Mas uma série de acontecimentos a partir do século 15, como a Renascença, o humanismo e a Reforma Protestante mudariam radicalmente esse cenário.
A Renascença redescobriu a arte e a forma de pensar da cultura clássica dos gregos e romanos da Antiguidade enquanto a Reforma Protestante desafiou o poder

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