Idade absoluta e relativa

Páginas: 9 (2137 palavras) Publicado: 27 de setembro de 2013
Uma das perguntas que os geólogos mais ouvem é sobre como eles sabem que uma rocha tem tantos milhões (ou bilhões de anos). Se para um leigo já é difícil imaginar o que seja um milhão de anos, muito mais intrigante é saber que se pode determinar que uma pedra se formou tanto tempo atrás ou que a Terra tem 4,54 bilhões de anos de idade.

Para quem está acostumado a medir o tempo em horas,minutos e segundos, ou em dias, semanas, meses e anos, raramente séculos, um milhão de anos é algo realmente muito abstra-to. Quanto a isso, porém, nada podemos fazer. Essa é a unidade de tempo que se usa em Geo-cronologia, que é o estudo da idade da Terra e das rochas que formam sua crosta. Assim co-mo o astrônomo está habituado a falar em milhões de quilômetros, o geólogo fala rotineira-mente emmilhões de anos. E se isso mostra como somos, no universo, como um grãozinho de areia num vasto deserto, ótimo ! Vamos exercitar nossa humildade e lembrar que nosso plane-ta é muito maior e mais antigo que nós e que por isso e por ser ele a nossa casa – nossa única casa ! -, deve merecer todo respeito e cuidado de nossa parte.

Idade absoluta e idade relativa

  Quando se fala da idade de umarocha, pode-se falar de idade absoluta ou de idade relativa. Vamos ver essa diferença.
A idade relativa não nos diz quantos milhões de anos a rocha tem Ela nos informar que essa rocha é mais antiga ou mais jovem que outra ou então se ela se formou antes ou depois de um determinado evento geológico.
Isso é feito com base em alguns princípios. Princípio é um ponto de partida, uma referência de certomodo inquestionável sem a qual não se pode avançar, em Ciência, com qualquer segurança. (Carneiro et al.)
1. Princípio da superposição – Em uma seqüência de camadas de rocha não deformadas, cada camada é mais jovem do que aquelas que estão abaixo dela e mais antiga do que as que estão acima. Esse princípio é tão óbvio e tão aceito cientificamente que alguns autores o chamam de lei, não de princípioAs rochas sedimentares formam-se pela deposição de sedimentos (cascalho, areia, argila, etc.) ao longo do tempo, trazidos por agentes transportadores como as águas de um rio, o vento e geleiras, entre outros. Esse material vai sendo empilhado e naturalmente quanto mais embaixo ele estiver na pilha mais antigo ele é. Isso vale também para a lava vulcânica, que forma pilhas de até várias dezenasde derrames, como se vê no sul do Brasil, onde há 135 milhões de anos houve intenso vulcanismo formador de basaltos e riodacitos.
O princípio da superposição fala em camadas não deformadas, isso é que estão na posição horizontal. Acontece que em muitos locais as camadas estão hoje inclinadas. Nesse caso, caminhando-se no sentido do mergulho, nome que os geólogos dão à inclinação das rochas,encontram-se camadas cada vez mais jovem. Andando em sentido oposto, encontram-se camadas cada vez mais antigas.
Pode acontecer também de as camadas sedimentares terem sido tão movimentadas que hoje estão em posição invertida. Aí, o estudo detalhado da rocha, incluindo os fósseis (se houver), mostra onde está o topo e onde está a base da camada.

2. Princípio da horizontalidade original – Asformações sedimentares são depositadas originalmente na posição horizontal. Qualquer mergulho que elas apresentem é resultado de posterior dobramento ou basculamento. Por mais irregular que seja a superfície onde os sedimentos começam a se depositar, eles vão originar formações horizontais ou quase horizontais. Esforços posteriores de compressão ou distensão é que poderão mudar essa situação. Há algumasexceções, como depósitos de encostas montanhosas e material depositado em flancos de grandes dunas; nesses casos, é preciso um exame cuidadoso para definir a posição original da camada.

3. Princípio da continuidade lateral original – seqüencias estratigráficas idênticas expostas em lados opostos de um vale devem ser interpretadas como restos de camadas que já forma contínuas na área na qual o...
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