História e Filosofia de Hegel

Páginas: 5 (1225 palavras) Publicado: 10 de abril de 2014
Filósofo Hegel e sua história
Georg Wilhelm Friedrich Hegel nasceu em 1770, em Stuttgart, Alemanha. Faleceu em 1831, de cólera. Em 1817, lecionou em Heidelberg. Em 1829, no auge do seu prestígio intelectual, foi reitor na universidade de Berlim. Era fascinado pelas obras de Spinoza, Kant, e Rosseau, assim como pela revolução francesa.
Hegel foi considerado como o ápice doidealismo alemão do século XIX. Sua obra começou a ser apontada, com frequência, como o ponto mais elevado do racionalismo.
Entre suas principais obras estão: Fenomenologia do Espírito (“ciência dos atos da consciência”), Ciência da lógica, Princípios da Filosofia do direito e Lições sobre a história da filosofia.
Sua obra é fortemente sistemática, procurando incluir em um sistemaintegrado todos os grandes temas e respostas para o maior número de questões da tradição filosófica, da ética e metafísica, da filosofia da natureza à filosofia do direito, da lógica à estética.
A crítica de Hegel a Kant
Pode-se dizer que a crítica de Hegel a Kant era em relação à concepção kantiana de um sujeito transcendental como excessivamente formal, a consciência considerada como dada, comooriginária, sem que Kant jamais tenha se perguntado pela sua origem, pelo processo de formação da subjetividade, e a dicotomia entre a razão teórica e a razão prática.
Segundo a tradição racionalista de Descartes e Kant, só a partir de critérios seguros sobre a validade de nossos juízos é que podemos determinar se temos certeza de nosso conhecimento. Mas, diz Hegel, esta crítica deve serela própria conhecimento. Questiona assim a visão da filosofia crítica como propedêutica, como introdução, como preparação.
Hegel considera que Kant identifica conhecimento com ciência, a partir das ciências naturais, sobretudo da física de Newton. Hegel é contrário a esse privilégio da ciência que considera um pressuposto não justificado. A concepção Kantiana da teoria do conhecimentopartia de um modelo que enfatizava a atividade do instrumento sujeito e objeto como separados, enquanto o meio altera o objeto segundo a própria natureza do meio intermediário; com isso não há possibilidade de um saber absoluto, o que Hegel defende como último. Para Hegel, a crítica do conhecimento deve abandonar este pressuposto, deixando que o critério da crítica emerja da própria experiência dareflexão. A consciência crítica deve, portanto se auto-refletir, reconstruindo seu processo de formação.
Sistema filosófico Hegeliano
O fundamento supremo não podia ser apenas a de entender a realidade do espírito como substância (como pensava Schelling), nem o "eu" de Fichte, mas também como sujeito. O sistema filosófico de Hegel pode dividir-se em três partes: lógica, filosofia da naturezae filosofia do espírito.
A lógica estuda o desenvolvimento das noções universais das determinações do pensamento, que são o fundamento de toda a existência natural e espiritual e que constituem a evolução lógica do absoluto. Hegel identifica o real e o racional, o ser e o pensamento, que se apoiam num princípio único e universal: a ideia. Do desenvolvimento da ideia resultam todas asdeterminações do ser. A ciência estuda este desenvolvimento e a lógica determina as suas leis, que são a contradição e a conciliação dos contrários.
A realidade, enquanto espírito possui uma vida própria, um movimento dialético, que em outras palavras pode-se dizer que é o movimento do real, ou do espírito como um movimento que se realiza em três momentos que eram chamados respectivamente de:tese (noção da existência), antítese (noção da não existência) e síntese (momento posterior do caráter mais avançado).
Ao citar estes momentos, Hegel usa o exemplo da planta dizendo: "A semente é em-si a planta, mas ela deve morrer como semente e, portanto sair fora-de-si, a fim de poder se tornar, desdobrando-se, a planta para-si”.
O trabalho desta filosofia era de mostrar que um...
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