História do Jardim de Luxemburgo

Páginas: 7 (1639 palavras) Publicado: 5 de setembro de 2014
Jardim de Luxemburgo

A HISTÓRIA
A história do Jardin du Luxembourg começou junto com o Palácio de mesmo nome, em 1612. Maria de Médicis, viúva de Henrique IV, não gostava do Louvre, que era a moradia da monarquia francesa. Então, adquiriu a propriedade e o terreno de François de Luxembourg (por isso o nome do lugar) e resolveu fazer ali sua residência, na época, fora dos limites de Paris. Aentão Regente sentia falta da Itália e, por isso, não hesitou em fazer do terreno anexo ao Palácio, de oito hectares, uma recriação do Jardim Boboli, de Florença, sua terra natal.
Para começar, ela ordena a Jacques Boyceau (ou Boisseau), seu intendente de jardins reais, de fazer o primeiro jardim. Ele constrói os primeiros canteiros, simétricos, circundando uma fonte que era alimentada pela águatrazida direto de Rungis, graças ao aqueduto romano de Arcueil, reconstruído pelo engenheiro florentino Thomas Francini especialmente para esse fim. É ele também que concebe os terraços do Jardim. Com novas aquisições feitas pela rainha, o terreno atinge os 30 hectares.
Mas ao sul, no entanto, o Jardim de Luxemburgo tem apenas 300 metros. A rainha queria aumentar esse limite, mas encontrouresistência nos monges Chartreux (em português, o nome é bizarro – Cartuxos), que se recusavam a vender seu terreno, alegando que era um presente de São Luis (o rei Luis IX).
Assim, contentando-se, a contragosto, com esse limite imposto, Maria de Médicis prossegue no comando dos trabalhos do jardim até 1625. Ela manda plantar, por exemplo, dois mil olmeiros (árvore europeia que pode atingir 30 metros)que, alinhados nos canteiros simétricos, desenham alamedas retilíneas. A maior delas chegava a 1 quilômetro, entre os atuais bulevares Saint-Michel e Raspail.
Em 1643, com a morte do rei Luis XIII, filho de Maria de Médicis, seu irmão Gaston, Duque de Orléans, herda o Palácio de Luxemburgo junto com o jardim de 30 hectares. Sua esposa, a duquesa de Montpensier autoriza o público a percorrer osjardins. A área do Palácio é fechada com um muro.
Alguns anos depois, a nova herdeira, a duquesa de Berry, fecha o Jardim ao público e faz do lugar, junto com o Palácio, palco de suas famosas festas, que escandalizavam a corte.
Em 1778, o conde de Provence, irmão de Luis XVI e futuro Luis XVIII, para financiar a restauração do Palais du Luxembourg (Palácio de Luxemburgo), se desfaz de 10 hectares,ou seja, 1/3 do terreno, e estabelece um preço de entrada para que o público possa visitar o Jardim. Com o valor, as pessoas podem não só passear como comer as frutas do pomar.
Com a Revolução, o convento dos Chartreux é destruído e sua área anexada ao Jardim de Luxemburgo. É a aquisição tão sonhada, mais de cem anos antes, por Maria de Médicis. Nessa época, com 48 hectares, o jardim vai até oatual Boulevard du Montparnasse. Mas, por falta de cuidados, é pouco frequentado.
O arquiteto Jean François Chalgrin traça a grande perspectiva ao sul de 1400 metros até o Observatório (hoje os jardins de l’avenue de l’Observatoire). Ele também aumenta e modifica os canteiros, implanta, ainda ao sul, um parque paisagista, com gramados, alamedas, bosques e estatuário. E Alphonse de Gisors termina aabertura do Jardim, criando a entrada que prolonga a perspectiva até o Panthéon.
A reforma de Paris introduzida pelo barão Haussmann não poupa nem o Jardim de Luxemburgo. A construção de várias ruas, como o Boulevard Saint-Michel, a rua Médicis ou a Auguste Comte, provoca a supressão de várias partes do terreno. O prefeito também extingue, em 1865, o viveiro de plantas e o jardim botânico quehavia no ali, provocando polêmica e até um abaixo-assinado, em vão.
O jardineiro-chefe do governo, Jean-Pierre Barillet-Deschamps, reorganiza o Jardim, que ganha a configuração definitiva. Ele planta novas árvores – tais como o Ginkgo Biloba, Sequóias -, transforma os canteiros, abre os caminhos, além de colocar novas esculturas e um mobiliário para o lugar (por exemplo, hoje são 3500 lugares em...
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