HIPERSENSIBILDADE DENTINÁRIA

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INCIDÊNCIA E PREVALÊNCIA
A incidência da hipersensibilidade dentinária é levemente maior em mulheres do que em homens, diferença esta não estatisticamente representativa. Há maior hipersensibilidade dentinária na face vestibular dos dentes permanentes, sendo mais afetados os caninos e os pré-molares.
A prevalência varia em diferentes estudos, nos quais é relatado que a hipersensibilidade dentinária ocorre mais em adultos, sendo mais comum em pessoas entre 20 e 40 anos, com pico de maior ocorrência no final da terceira década. Com o avanço da idade, diminui a prevalência, apesar de aumentar a exposição dentinária, devido à recessão gengival. É possível que, com a esclerose tubular, a aposição de dentina secundária e a fibrose pulpar, haja menor transmissão dos estímulos pelo processo hidrodinâmico

CONTROLE
É de fundamental importância o controle do paciente com relação à sua dieta e aos seus hábitos de escovação. Deve-se controlar a quantidade de ácidos ingeridos, assim como o intervalo entre a alimentação e a escovação. Qualquer tratamento pode falhar se esses fatores não forem controlados.
Bebidas como vinho branco e vinho tinto, sucos cítricos, suco de maçã e iogurte são capazes de dissolver o "smear-layer", gerando sensibilidade dentinária. Bebidas carbonatadas, com baixo pH, e Coca-Cola não afetam o "smear-layer".
A perda da estrutura dentária aumenta caso a escovação dentária seja feita imediatamente após a ingestão de ácidos, devendo-se esperar um tempo providencial entre as duas ações.

CONCLUSÃO
Tratamos o paciente com aplicações de verniz fluoretado. Esta foi realizada em três sessões. Indicamos o uso de dentifrício dessensibilizante (colgate sensitive pró-alívio) que é comprovado ser o mais eficaz em casos de hipersensibilidade dentinária. Orientamos o paciente a evitar alimentos ácidos e a seguir a correta técnica de escovação (Stillman modificada). A cada retorno, o paciente relatava ter tido melhora do quadro. Encaminhamos para

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