Hiperplasia fibrosa inflamatória

Páginas: 30 (7309 palavras) Publicado: 21 de março de 2012
Artigo Original

Infecções relacionadas ao cateter venoso central em terapia
intensiva
J.R.C. Diener, M.S.S.A. Countinho, C.M. Zoccoli
Hospital de Caridade e Irmandade do Senhor Jesus dos Passos de Florianópolis - SC

RESUMO - Objetivo. Determinar a incidência, a
etiologia e os fatores de risco das infecções relacionadas
ao catater venoso central em terapia intensiva.
Metodologia.Estudo observacional de coorte,
prospectivo, em pacientes criticamente enfermos
submetidos à cateterização venosa profunda por punção
percutânea. Realizadas culturas quantitativa da pele,
semiquantitativa da ponta e quantitativa do canhão do
cateter, e hemocultura periférica. Os possíveis fatores de
risco foram submetidos à análise univariada e
multivariada.
Resultados. Foram estudados 57períodos de
cateterização em 51 pacientes. A incidência de infecção
local foi de 21,1% (33,8/1.000 dias-cateter), e de
bacteremia, 8,7% (14,1/1.000 dias-cateter). A pele no
local de inserção estava colonizada em 32,7% dos
pacientes e o canhão , em 29,1%. A origem dos
microrganismos causadores de infecção foi a pele em
41,2%, o canhão em 29,4%, infecção a distância em
5,9%, e não ficouesclarecida em 23,5% dos casos.
Estafilococos coagulase-negativa foram os agentes
etiológicos predominantes. Identificou-se, como
variáveis independentemente associadas à infecção
local, a purulência no orifício de inserção e a utilização
de outro dispositivo intravascular. As variáveis
independentemente associadas à bacteremia foram a
inserção na veia jugular interna e a colonização do
canhão docateter.
Conclusões. A bacteremia é uma complicação
importante do cateterismo venoso central em terapia
intensiva.
Os
estafilococos
coagulase-negativa
predominam nesta modalidade de infecção hospitalar. A
inserção do cateter na veia jugular interna e a
colonização do canhão aumentam o risco de bacteremia
relacionada à linha venosa central.
UNITERMOS : Cateter venoso central. TerapiaIntensiva.
Bacteremia. Infecção hospitalar.

Introdução
As unidades de terapia intensiva (UTI) são unidades
especializadas, dentro dos hospitais, destinadas ao
tratamento de pacientes cuja sobrevivência se encontra
ameaçada por doenças ou condição que causa
instabilidade ou disfunção de um ou mais sistemas
fisiológicos. Para prestarem esse atendimento de uma
maneira adequada, essas unidades,além de pessoal

qualificado nesse tipo de assistência, concentram todos
os recursos tecnológicos de monitoração e suporte de
funções vitais disponíveis. Essa concentração de pessoal
especializado, e recursos tecnológicos presentes durante
24 horas do dia, permitiu que muitos pacientes que,
antes do advento dessas unidades, não teriam chances
de sobreviver, agora possam ser salvos.Atuando nos limites da sobrevivência do ser humano,
a assistência intensiva utiliza medidas extremas, como
medicações
e
dispositivos
invasivos,
que,
paradoxalmente, podem desencadear complicações e
efeitos colaterais. Entre essas complicações, a infecção
hospitalar se destaca pela sua freqüência e importância.
Os leitos de terapia intensiva representam menos de
10% dos leitos de um hospital,porém a maioria das
infecções hospitalares graves ocorre nos pacientes
internados nessas unidades. As taxas das infecções
hospitalares são maiores na UTI do que nas outras
unidades de internação dos hospitais, e o risco relativo
de morte é três vezes maior nos pacientes que adquirem
um infecção hospitalar enquanto internados nessas
unidades. As infecções respiratórias, as infecçõesurinárias e as bacteremias são as infecções hospitalares
mais freqüentes e importantes e, possivelmente,
traduzem o rompimento das defesas naturais do
organismo pelo uso de dispositivos invasivos.
Dentre os dispositivos invasivos, os caracteres
intravasculares, principalmente os venosos, são muito
utilizados na UTI para a administração de
medicamentos, soluções hidroeletrolíticas, sangue e,...
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