Fundamentos em Psicologia Social

Páginas: 6 (1372 palavras) Publicado: 11 de maio de 2014
 UNIVERSIDADE PRESBITERIANA MACKENZIE







INVISIBILIDADE SOCIAL E TRABALHO












SÃO PAULO
2014
INTRODUÇÃO

Para Marx, em “O capital”, a sociedade capitalista é uma sociedade produtora de mercadorias, na qual os principais meios de produção estão nas mãos de uma classe dominante, a burguesia. O sucesso do capitalismo mostra olado mais sombrio da injustiça social, com a exploração da classe que não detém desses meios de produção.
A mercadoria passa a ditar nossas necessidades subvertendo assim a ordem natural do controle dos homens sobre os objetos. Cria-se o fetichismo da mercadoria, em que esta ganha vida própria, uma reificação, ou seja, uma coisificação das relações sociais, a mercadoria ganha vida própria e aspessoas agem como coisas e as coisas como pessoas. Um objeto será muito mais que apenas um produto. Será um norteador de identidade, do self, um ícone, aquilo que representa quem você é, ou quer ser, para os seus pares.
Herbert Marcuse, outro pensador que destrinchou a ideologia do sistema capitalista, elabora na parte introdutória de “A Ideologia da Sociedade Industrial” o conceito de que oavanço da tecnologia permite que os detentores desta permaneçam em uma situação de poder, tanto econômico quanto político, e que àqueles que não possuem não se opõe, e sim, buscam a inserção nessa outra categoria. Não há mais oposição: “As necessidades políticas da sociedade se tornam necessidades e aspirações individuais”.
Com a ausência de oposição também não haveria conflito, e sendo assim,transformação social. A dialética entre tese e antítese não poderia ser mais aplicada pra criação de uma nova síntese, ou novos “processos produtivos, novas formas de existência humana”. Não há mais oposição entre burguesia e proletariado.
Marcuse questiona a irracionalidade dessa evolução tecnológica que mesmo ao criar soluções para determinados problemas acaba por criar posteriormente, problemaspiores. É um retorno ao totalitarismo, à consciência falsa, às algemas de flores de Rousseau, em que o individuo está dominado por esta forma de sociedade sem ao mesmo saber, e sendo assim, sem ter pensamento critico ou contestatório. Permanece em um ambiente aparentemente de possibilidades, mas que ao olhar mais criteriosamente não oferece alternativas.
O autor também enaltece que suas análisessão feitas em um tipo de construção social especifico: “[...] nas tendências das sociedades contemporâneas mais altamente desenvolvidas. Há grandes setores dentro e fora [...] nos quais as tendências descritas não prevalecem [...]”.
Sendo assim, o homem vira refém dos seus desejos consumistas para que o indivíduo se sinta inserido em seu contexto social, para se sentir pertencente ao meio em quevive mesmo que esta seja uma sensação ilusória. Caso esse sujeito não viva de acordo, não se adapte ao meio dominante, ele se torna invisível, passa a ser ignorado, é “coisificado”, deixa de ser um ser humano valorizado para ser uma coisa sem valor, inútil, descartável. É considerado inferior e viverá em estado periférico, marginalizado pelo que não possui.
Para aqueles que possuem trabalhosconsiderados inferiores, esse estado de invisibilidade é constante. O trabalho humano embora não visto, aparece no preço da mercadoria, e nesses casos o valor desse trabalho é menor que o mínimo. Para atingir um lucro maior, as empresas desconsideram as necessidades de dignidade dos trabalhadores que empregam. Eles são invisíveis. Não são pessoas, e sim, máquinas.
A partir disso o grupo querdiscutir a relação entre Consumo, Trabalho escravo contemporâneo e Invisibilidade Social. A necessidade das empresas de obterem mais lucro somado à obsolescência programada dos produtos permite a instauração de um método empregatício injusto. O trabalhador ganha muito pouco pelas horas trabalhadas, permanece em situação quase miserável, mas enxerga nesse trabalho a única opção para sua sobrevivência....
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