Fragmentação da Norma de Trabalho na Europa

Páginas: 9 (2055 palavras) Publicado: 20 de outubro de 2014

EXERCÍCIO DE IMAGINAÇÃO SOCIOLÓGICA
“A fragmentação da norma de emprego na Europa. Uma Comparação entre Alemanha e França” - Olivier Giraud e Arnaud Lechevalier

























Resumo:

O trabalho faz um estudo analítico a fim de comparar as mudanças na norma do emprego na Alemanha e na França a partir do final dos anos 80, fazendo um paralelo com o casobrasileiro, enfocando a influência que os discursos políticos tiveram na conversão dessas normas, que englobam a remuneração, a valorização da qualificação e a estabilidade no emprego, assim como a inclusão da mulher no mercado de trabalho.






Abstract:

The paper is an analytical study comparing changes in employment norm in Germany and France from late '80s, making a parallel with thecase of Brazil, focusing on the influence that political speeches were converting these standards, encompassing pay, the skill improvement and job stability, as well as the inclusion of women in the labor market.





A fragmentação da norma de emprego na Europa. Uma Comparação entre Alemanha e França (Olivier Giraud e Arnaud Lechevalier)

O artigo se propõe a analisar as mudanças nanorma do emprego na Alemanha e na França a partir do final dos anos 80, enfocando a influência que os discursos políticos tiveram na conversão dessas normas, que englobam a remuneração, a valorização da qualificação e a estabilidade no emprego.
Nessa abordagem, as normas do emprego são determinadas por três fatores: o poder de intervenção do Estado nas políticas de emprego; o poder dos sindicatos edas associações patronais na determinação dessas políticas; e o poder de influência do mercado, indicado pelas condições de concorrência e pelas estruturas organizacionais existentes. Até os anos 80, França e Alemanha apresentavam formas distintas de influência dessas instituições sobre a construção das políticas de emprego. A França apresentava um Estado forte, com poder para garantir proteçõeslegais aos trabalhadores, em contraste com a fragilidade dos sindicatos e associações patronais. Além disso, o Estado era proprietário de empresas nos setores mais importantes da economia, o que lhe garantia um papel central na definição das normas de emprego. O Estado alemão, por outro lado, articulou os sindicatos e associações patronais no pós-guerra, dando-lhes poder para comandarem asnegociações trabalhistas. Assim, constituíram-se sindicatos integrados e fortes para negociar com as associações patronais, que eram poderosas e negociavam exigentes normas sindicais e garantiam altos padrões de produção.
A partir dos anos 90, há uma mudança nessa conjuntura, em face da mudança no discurso de instituições como a OCDE e a União Europeia, que passam a recomendar uma estratégia de maximizaçãodos índices bruto de emprego, sem dar grande importância às condições de trabalho – estratégia de priorização da quantidade em detrimento da qualidade. Visando alcançar essa melhora nos índices de desemprego, são consultados alguns “experts no assunto”, que aconselham os países a alterarem suas políticas trabalhistas, de modo a manter o maior número de pessoas empregadas, por meio de ações como oincentivo ao rápido retorno ao mercado de trabalho após demissões, a reativação de desempregados de longa data e o favorecimento de atividades de baixa renda, como os serviços de atendimento e cuidados, executados preponderantemente por mulheres.
Nesse novo panorama, os dois países em questão sofrem alterações na distribuição do poder entre as instituições responsáveis pelas negociaçõestrabalhistas. Na França, empresas estatais são privatizadas e há uma descentralização do Estado, o que reduz sua participação nas políticas trabalhistas, ao passo que as associações patronais ganham força e passam a comandar as negociações, pois os sindicatos permanecem fracos, com poder decisório reduzido. A Alemanha, que já tinha um Estado pouco interventor, vê o enfraquecimento dos seus sindicatos...
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