fluxusemuseusemfluxus resenha

432 palavras 2 páginas
Florianopolis, 26 de Setembro de 2014
Universidade Estadual de Santa Catarina
Curso em Bacharel de Artes Visuais
Disciplina de Processo Gráfico
Graduanda Bruna Costa Flôr.

Resenha a partir do texto “Fluxusemuseusemfluxus” de Ana Paula Lima.

Ana Paula Lima aborda o paradoxo da musealização do grupo
Fluxus em contraste aos ideias dos mesmos de critica a institucionalização da arte, o grupo estudado traz como principio a junção entre arte e vida, o acesso a ela sem fronteiras com a vida em essencia.
Lima traz ao decorrer do texto um paralelo entre os cartões de eventos e as exposições-experiencias do grupo, os quais adentraram no sistema museologico criando uma dualidade, pois corromperam-se aos principios museologicos da mesma forma que o criticaram.
Nas

exposições-experiencia

o

grupo

tentou

se

colocar

estrategicamente entre o mercado, museu e publico, onde propunha performances e instalações em museus e galerias com total interação do público para que a obra completasse, onde as instituições por sua vez, por defender a aura do produto artistico não permitiam ao todo essa interação por quebrar com seus principios de conservação e individualização do processo.
A autora traz como principal exemplo da quebra de fronteiras entre arte-vida os cartões de eventos, que suas propostas de ações de quebra de cotidiano e a nível de interação, desmaterializam a arte e a proxima do tempo e

vida, “foram criados para serem acessados, ampliados e acionados em
(auto)poiesis, cuja expansão ocorre em quanto seu enunciado estiver ativo” (p.
144).
Os cartões Fluxus foram recriados como projeto de doutorado pela autora nos anos de 2004 a 2009, os mesmos foram distribuidos em guichês de museus e portarias, onde os mesmos propuseram um novo respirar dos comportamentos padronizados pelas instituições. Os cartões recolocados em circulação, em museus e instituições artisticas, repõe a questão da junção entre arte e vida Fluxus, quebra

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