Finanças

Páginas: 21 (5145 palavras) Publicado: 22 de março de 2011
Nome: Isabelle Duarte Araújo de Oliveira. Administração, noite.
Faculdade Lourenço Filho

FINANÇAS

FINANÇAS COMPORTAMENTAIS: UMA INTRODUÇÃO

Resumo do Trabalho

Dentre as principais questões que vêm sendo debatidas em Finanças está a validade das premissas assumidas por suas teorias mais tradicionais, em particular a da racionalidade dos agentes econômicos. Neste contexto, surgiramdiversos trabalhos com objetivo de aprimorar os modelos teóricos dominantes, incorporando aspectos comportamentais antes desconsiderados. Estas linhas de pesquisa deram origem a um novo e promissor campo de estudo denominado de Finanças Comportamentais. O notável crescimento desta abordagem não ortodoxa tem sido motivado, em especial, pela tentativa de explicação satisfatória de uma gama de fenômenosregularmente observados nos mercados financeiros e incompatíveis com as predições dos modelos tradicionais. Este ensaio apresenta uma introdução sucinta aos conceitos fundamentais da área de finanças comportamentais e comenta duas aplicações pioneiras que incorporam dois dos vieses cognitivos mais bem documentados – otimismo e confiança excessiva – na tentativa de construção de um novo paradigmateórico.

Palavra- chave: finanças comportamentais, teoria da perspectiva, aplicações de modelos comportamentais em finanças.

FINANÇAS COMPORTAMENTAIS: UMA INTRODUÇÃO

As teorias tradicionais de Finanças, em sua quase totalidade, foram construídas a partir
de uma abordagem microeconômica neoclássica cujo paradigma central é a racionalidade dos agentes econômicos. Mais especificamente,assume-se que os indivíduos que atuam nos mercados financeiros são capazes de atualizar corretamente suas crenças após receberem novas informações e que suas decisões são consistentes com o conceito de Utilidade Esperada
Subjetiva como apresentado por Savage (1964) – ver Thaler e Barberis (2003).
O paradigma tradicional possui a significativa vantagem da simplicidade e facilidade de modelagem doponto de vista do pesquisador. Não obstante, a validade deste arcabouço para descrever o comportamento dos mercados é uma questão de natureza empírica. Se as teorias baseadas no agente racional fossem capazes de explicar satisfatoriamente os mais importantes fenômenos investigados pela literatura de Finanças, não haveria razão – ou, pelo menos, não haveria forte motivação – para se questionar seusfundamentos e propor abordagens alternativas. Todavia, um vasto conjunto de evidências empíricas produzidas nas últimas décadas revela que as teorias disponíveis baseadas na suposição de racionalidade dos indivíduos não são capazes de explicar a contento diversos fenômenos regularmente observados nos mercados financeiros.
As dificuldades da teoria tradicional no que se refere à sua validade empíricasugerem duas abordagens possíveis. A primeira é a reformulação das mesmas sem, no entanto, abandonar o pressuposto de racionalidade dos agentes. A segunda consiste na mudança de paradigma, a partir do reconhecimento de que as pessoas nem sempre se comportam racionalmente. Este último curso de ação orienta todo o campo das Finanças
Comportamentais, uma área de estudos de desenvolvimento recente ecrescimento acelerado.
O objetivo deste trabalho é apresentar um breve panorama da área de Finanças
Comportamentais, discutindo seus fundamentos e motivações. Apresentam-se, ainda, dois exemplos de aplicação específica deste novo paradigma. Pretende-se, através desta apresentação, ilustrar o processo de construção de teorias a partir desta abordagem alternativa, ressaltando sua utilidade para acompreensão de importantes fenômenos observados na prática.
Shleifer e Summers (1990) foram os primeiros a definir os limites à arbitragem e a psicologia como os dois pilares fundamentais sobre os quais se constrói a abordagem de
Finanças Comportamentais. Os limites à arbitragem estão relacionados com a dificuldade que os investidores racionais podem enfrentar para desfazerem distorções...
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